Primeiro pediu-se luz. A luz apareceu. Instantes depois, não satisfeitos, pediram silêncio. Em breve momento, o silêncio ensurdeceu os cinco bilhões de anos que sua ausência trouxe. Das lembranças passadas, o escuro era que dava mais pavor. Não há nada no escuro que não possamos vencer (juntos). Estrelas colidiam em absurdos silêncios. Tudo perdera o peso, o sabor, o valor. De leve, apenas uma pequena pluma cinza voando, sem órbita, no aveludado azul do universo.
Cinco bilhões de anos nos separam. Cinco vidas. Cinco escolhas em suas mãos. Eu, perdido, procurava o momento que o silêncio rompia o universo. Você vinda de azul, trouxe a paz que um dia fora habitual em meu peito.
Manchas dançavam sem forma no espaço. Espetáculos de luzes e sombras mirando aos seus olhos pequenos. Enquanto o universo eclodia, eu imaginava o momento exato de ver seus olhos caminhando aos meus.
Neste instante, estrelas calariam, o universo em expansão silenciar-se-ia, ao te ver caminhar, elegante, bela, demonstração da natureza, único momento de paz; seus olhos vagam, sem ciência exata alguma, no rumo do meu olhar.
Aee..sinto-me honrada em ser a primeira a comentar aqui hehe…
Querido que bom que fez seu blog, seus textos fazem bem à todos…adorei!
Beijus
Rocambole!
Quero agradece-lo por nos dar este presente.Que bom ter um espaço para ler textos de qualidade.Que maravilha ter acesso a sua poesia!Parabéns!Sucesso!!!
… e,novamente, ELA vindo vestida d azul..
Caramba, misturaram Einstein com Ezra Pound…
Do balacobaco!!!