Arquivo para Abril, 2007

TERCEIRAS TERÇAS – JOSÉ HAMILTON RIBEIRO

Quebrando a série “35 anos do primeiro álbum do Clube da Esquina, uma história de superação que inspirou um aspirante a alguma coisa. Algumas vezes, eu digo jornalista.

OU SONHOS QUE SE TRANSFORMAM

Certas histórias exigem um pouco mais de tempo para que possamos escrever. Pensei em como começar este relato, em não ser “nariz de cera”, ou, quem sabe, exagerar na parcialidade dos fatos, exagerar nos elogios. Na última terça-feira, dia 17 de abril, o jornalista José Hamilton Ribeiro esteve em Santos, depois de três anos, pelo projeto “Terceiras Terças”, do Sesc Santos e Livraria Realejo. Na última passada por Santos, o jornalista recebeu homenagens e o lançamento de uma biografia, realizada como TCC.

O teatro do Sesc estava lotado, aproximadamente 700 pessoas (dos 785 lugares do recinto) compunham o ambiente intimista, a qual decorreu a entrevista, composto, por maior parte, de estudantes de jornalismo, as perguntas eram direcionadas à profissão. Começou descrevendo os quatro últimos lançamentos editoriais com sua assinatura. Peculiaridades de cada grande reportagem descrita nas páginas de sua obra. Contou a história de Zé Bilico, um produtor rural do de Itapecerica, Minas Gerais, que está no livro “O livro das grandes reportagens”, da Editora Globo. Que em meio a tantas “personalidades”, Hamilton deu voz à sabedoria popular. Seus olhos brilhavam ao descrever o porquê desta escolha.

Destacou a importância da mulher na profissão de jornalista. Importância que a Lya Luft sempre defendeu. Relembrou momentos da Guerra do Vietnã, destacou o momento político-social da primeira, e comparou-a com a Guerra do Iraque. Relembrou dos ideais mortos de uma sociedade justa pelo Socialismo. E, 30 anos depois, deu a vitória do combate na Ásia aos americanos, justificando a abertura ao capital estrangeiro e a livre iniciativa existente nos dias atuais no Vietnã. Emocionou-se ao relembrar momentos da sua tragédia pessoal, mas, neste instante, com a força de um ser humano ímpar, que não desiste, descreveu, de forma jocosa, uma parte do seu drama.

Nas poucas linhas acima temos uma idéia, mesmo que superficial, do ocorrido. Mas algo maior aconteceu, um pequeno gesto, um acontecimento pequeno, uma frase fez reafirmar a chama que por pouco quase se apagou em mim. Minha paixão por livros e música é eminente. Estavam à venda alguns livros do José Hamilton, comprei o “Música Caipira”, (estava com pouco dinheiro, mas precisamente o valor exato do livro e minha condução de regresso à casa). Entrei na fila para autografar meu exemplar. Fila grande, e, pacientemente, o Hamilton atendia um a um, tirando foto, conversando, respondendo, com simpatia e bom-humor. Ele que passara o dia todo em uma maratona de entrevistas à imprensa local. Todos, que ele atendia com um sorriso, diziam ser estudantes de jornalismo ou jornalista. Eu, confesso, fiquei encabulado de tal abertura. Na minha vez, sorri, dei-lhe o livro, e disse: “Ola, mestre”. Ele levantou os olhos, olhou-me e perguntou: “É jornalista?”. Respondi: “Estudante”, ele retribuiu: “Tem todo o jeito de ser”. Tiraram foto deste instante, e, como de habitual, fiz minha pose (não-pose) de tirar fotos.

Voltei para casa, exemplar nas mãos, envaidecido do elogio de um ícone do jornalismo, sentei-me com minha mãe e meu tio (fãs do José Hamilton), na cozinha, recitei trechos do livro, contei minha aventura, senti-me tão jornalista como me senti vivo. Na cama, na hora de dormir, fiquei olhando o teto por bons pares de horas, pensando nos meus sonhos ao embarcar nesta profissão, nos projetos de mudar o mundo, de construir valores de cidadania, de levar conhecimento ao máximo possível de pessoas, germinar cultura, lapidar e descobrir talentos… Sonhos que me fazem viver, que me fazem acordar a cada dia. Estou no caminho certo, penso a cada instante.

Cada caminhada inicia-se no primeiro passo.

Os Livros

Música Caipira
Tropeiros
O Gosto da Guerra
O livro das reportagens

A Foto
Crédito: Carlos Freire
Terceiras Terças - José Hamilton Ribeiro
Encontro com o mestre José Hamilton Ribeiro
Ps: Não levem a sério minha pose.

MEMÓRIAS DAS ESQUINAS DE UM CLUBE

Os Sonhos não envelhecem
Os sonhos não envelhecem – Histórias do Clube da Esquina, Márcio Borges (Editora Geração Editorial; São Paulo; 3º edição; 358 páginas, 1996). Tudo começou em torno de uma grande amizade. Como, quase tudo, envolto por encantos de magia. Ano 1963, estréia em Belo Horizonte o filme “Jules et Jim”, do diretor francês Francois Truffaut. Dois amigos ao saírem do cinema, e ainda sob forte impacto do filme, descobrem algo maior que a amizade existente entre eles, iniciam uma carreira brilhante.
Eram noites cercadas por batidas de limão, música, poesias e sonhos. Muitos sonhos. Jovens contestadores que imaginavam mudar o mundo. Sobre estes sonhos cerca-se a obra do letrista, publicitário e poeta Márcio Borges. O livro não é centrado apenas na vida e obra da coluna principal do movimento Clube da Esquina, Milton Nascimento, mas narra as histórias de sucessos, fracassos e embaraços das vidas comuns de todos os integrantes.
Durante a leitura conversamos com o livro, como se fossemos participantes da história. Escrita de forma sensível e única, Márcio Borges vai narrando sem obedecer ordem cronológica, pequenas histórias de jovens comuns que viriam conquistar seu espaço ao sol. Narra o encontro entre Lô Borges e Milton Nascimento, de como algumas obras primas da música popular brasileira nasceram, entre outros divertidos acontecimentos de uma forma peculiar e sublime.
Paralelamente o livro atravessa a trajetória política do Brasil, desde o golpe militar de 1964 até início dos anos 80. Narrando acontecimentos que misturam a vida artística e política dos integrantes do movimento. Mas, mergulha em histórias abaixo de toda esta movimentação, histórias simples como o amor de Paula e Bebeto, que Caetano Veloso insistiu em colocar a letra na música do Milton Nascimento, das aventuras cinematográficas do autor, algumas histórias de amor, surgimento de canções em estradas de terra, músicas para um jipe, ou da morte da Elis Regina em uma passagem recheada de saudade e lágrimas. Misturando sensibilidade e indignação retratou fielmente o momento histórico vivido.
De repente Milton Nascimento mostrava ao mundo os encantos de Minas Gerais. No quarto dos homens da família Borges, e misturando jazz, rock progressivo, bossa nova e samba, um bando de meninos criam uma sonoridade única, impar. Neste quarto, na esquina desta casa, em cada coração dos integrantes que este livro se projeta em resgatar lembranças destes dias de censuras, repressão, Beatles, esperança e sonhos. Narra a história de uma geração que viveu para a arte, e dela embalaram o coração de muitas vidas.
Os sonhos não envelhecem – Memórias do Clube da Esquina. Leia o livro, ouça os discos e entregue-se aos momentos nostálgicos desta obra. Livro para ter na estante, e reler com calma, embalado pelas texturas que o som das Gerais traz. Em um horizonte perdido o mundo conheceu todas as emoções contidas no carro de boi, no trem mineiro, nos tambores de minas, e no coração de homens. Aqui, o que se chamava homem, também se chamava sonhos… E os sonhos não envelhecem.

Valor: R$ 33,00 (em média)

35 ANOS DE UM CLUBE E SUAS ESQUINAS

Brasil, Minas Gerias, 1972. Artes. Chega ao mercado um álbum duplo, na capa, a foto genial do Cafi, dois garotos de cócoras à beira de uma estrada de terra. Fotografia que traz em si um raio-x do cenário rural esquecido no tempo. Nas 21 faixas que moldam o álbum, toda a sutileza, requinte, riqueza, e particularidades de Minas têm para mostrar ao mundo. Jovens inquietos fizeram de seus sonhos, esperanças e anseios de justiça social, música e poesias, e, assim, transformaram de seus corações e devaneios sua arma branda com cheiro de paz e desejo de um futuro bom. Canalizaram tudo que absorviam em 21 pérolas mágicas, 21 pequenos universos musicais, 21 odisséias, 21 vidas próprias que nasceram para germinar mais vidas. Registros fiéis de um momento conturbado da vida social e política no país, mas, ao mesmo tempo, fiéis aos sonhos e inquietudes de seus jovens corações.

Milton Nascimento mostrou ao mundo a voz de Deus se este cantasse. , com a sua genialidade sonora, tocou a alma destes “homens sórdidos”, Márcio Borges, Fernando Brant, Ronaldo Bastos traduziram em palavras todos os sentimentos do mundo. Cafi registrou com sua objetiva cada detalhe desta jornada. Beto Guedes doou seu talento infindo em acordes bárbaros. Ainda Eumir Deodato e Wagner Tiso montaram, desmontaram e brincaram de cientistas malucos reconstruindo formas narrativas completas, em orquestrações majestosas, como transmutar em música sem descaracterizar na forma original que foram escritas. Nelson Angelo, Toninho Horta, Robertinho Silva, Novelli, Nivaldo Ornelas, Tavinho Moura abusaram de suas genialidades, chegando ao ponto da perfeição. Mãos de Ruy Guerra, Ana Terra, Caetano Veloso, Chico Buarque, Murilo Antunes, Mauricio Tapajós, Maurício Maestro, Pacífico Mascarenhas, Noguchi, Kélio Rodrigues, Stilf, Lizzie Bravo, José Antônio Perdomo, embarcaram nesta nave chamada “Clube da Esquina”.

Em comemoração dos 35 anos do Clube da Esquina, uma série de reportagem sobre o clube e suas esquinas.

Mais informações:
Museu do Clube da Esquina

Podcast (parte II)

Roteiro preliminar paro o podcast.

Vinheta de abertura

Cabeça – José Mário

Ainda não é preciso afirmar quais os impactos do jornalismo on-line sobre o jornalismo tradicional. Alterações em diagramações e a exploração das imagens podem ser um reflexo direto deste fenômeno. Veículos de internet têm registrado crescimentos consideráveis, enquanto o jornalismo tradicional atravessa uma crise de identificação. Os jovens preferem obter informações em portais de notícias que em jornais de papel. Será o futuro do jornalismo no universo virtual?
Com isso, vamos discutir o jornalismo on-line, saber suas virtudes e defeitos.

José Mário
Eduardo, quais são as vantagens do jornalismo on-line?

Eduardo:

O jornalismo on-line é marcado pelo dinamismo nas divulgações das informações, além disso, o caráter de desvincular a informação a um monopólio, que até então dominava os meios de comunicação, trazendo, assim, um horizontamento da informação.
Três pilares o diferenciam das formas tradicionais de jornalismo
• Participação do usuário: O leitor, através de pesquisas, enquetes ou comentários pode discutir com o jornalista, e de forma aberta, sobre o que leu.
• Personalização do conteúdo: O leitor escolhe o que vai ler, e até mesmo o que vai receber de informação.
• Questão multimídia: Conteúdo unindo imagem, som à informação está cada vez mais presente no jornalismo on-line, com a vantagem do leitor escolher a melhor hora de ver e rever estas informações.

José Mário:
Existe conteúdo específico para o on-line, ou o mesmo que é publicado no tradicional é publicado nos sites?

Sheila:

No início, os portais dos veículos impressos limitavam, apenas, em reproduzir os textos do impresso. Hoje, muita coisa mudou, além da existência cós portais de notícias, como o Terra, G1, Uol, produzindo material especialmente para o on-line, os portais dos principais veículos impressos também têm se preocupado em produzir material voltado para este setor. Aprofundamentos de matérias, entrevistas, ou até mesmo retrospectivas de matérias sobre o assunto são informadas nos veículos impressos para que o leitor possa se aprofundar no assunto. Não só de pequenas notícias vive o jornalismo na internet, visto que os blogs de jornalistas de renome têm sua importância tanto para o leitor como para a empresa.

José Mário:
E como é a redação para o jornalista de internet destes jornais?

Tamires.

Geralmente, existem jornalistas para este setor. São vistos, pelos outros jornalistas, como o cara que não sai da redação, que confia no telefone, nas informações das agências de notícias, não têm uma ligação direta com a sua fonte. E, com isso, tornam, muitas vezes, a cobertura superficial, faltando o dever de averiguar os dados, checar as fontes. Mas, neste tipo de jornalismo o tempo é essencial.

José Mário
Porém, não há só vantagens:

Ruy

INFORMAÇÃO INSTANTÂNEA./ VERDADE EM PRIMEIRA MÃO?/ ONIPRESENÇA./ QUE É O
DISCURSO DO JORNALISMO NA ERA DO “TEMPO REAL”?/ ANTI-ESTOCAGEM DE INFORMAÇÃO!/ O
JORNALISMO-DIVINDADE, JESUS-NA-TERRA TIPOGRÁFICO./ DAQUELA LERDEZA DE UM JOSEPH
MITCHELL, QUE DEPOIS DE CONTAR O SEGREDO DE JOE GOULD PASSOU TRINTA ANOS FAZENDO
NADA NAS REDAÇÕES DA NEW YORKER, QUE SE APRENDEU?/ ESQUECERAM DE APURAR./ E AS
REDAÇÕES ASSÉPTICAS?/ O TOC-TOC DE UM VELHACO É INSISTÊNCIA GERIÁTRICA DE
BENGALA DE VELHINHO./ UM VENDAVAL DE NOTÍCIAS, UM CARDUME CORREDOR./ JORNALISMO
EM TEMPO REAL, NESTE MODELO, GERA COZINHA, COZINHA, COZINHA./ DE VIDEOTA PARA
VIDEOTA, MAS UM BANDO DE ECLÉTICOS./ AH, SÃO DIVERSOS, SÃO MÚLTIPLOS, EMBORA
SEJAM TODOS OS MESMOS./ A TECNOLOGIA, COITADA, ESTA TEM POUCA CULPA./ CULPADOS
SOMOS NÓS, QUE LEMBRAMOS DEMAIS DE QUANDO A VOVÓ CONTAVA FOFOCAS EM TEMPO REAL./
E A FOFOCA, FAZ UNS ANOS, É A NOVA PORNOGRAFIA DO JORNALISMO./ FRANCAMENTE,
ESTAMOS AQUI É FOFOCANDO.//

Encerramento – José Mário

Nosso programa não tem a intenção de mudar algo, nossa preocupação principal é informar e o nosso ouvinte tira as suas conclusões. Quero agradecer nossos colaboradores de hoje, Edu, Sheila, Tamires e Ruy. Voltaremos em breve com um novo tema a ser debatido.

Vinheta de encerramento.

CRISTIANNA

Eu que vi tantos milagres acontecer em um piscar de olhos, mal pude crer quando te vi passar. Suspirou no céu a mais sublime demonstração da natureza latente em seus passos tortos, como sempre foram tortos meu caminhar.
Eu que sempre pedi um milagre aos céus, mal pude acreditar no maior milagre ao te ver sorrir. Sorriso belo, puro, carregando dentro de ti todo caminhar de uma vida. Em seu mais belo sorriso, vi, refletido em minha alma, o nosso futuro impresso em forma de felicidade eterna. Fotografia linda, estampada em ângulos cinematográficos a perfeição de seu zelo em meu peito frágil.

Um ano em dezembro.

Ano novo hoje, data que trocamos alianças e promessas de amor eterno. Ainda lembro cada palavra, cada gesto, cada pequeno momento. Nunca, nem com o correr do tempo, esquecerei este dia e, principalmente, seu sorriso largo e seus suspiros. Tampouco seu abraço apertado e suas lágrimas que, teimosamente, caíram quando você sorriu e disse: “Eu te amo”.

Você que sofreu tanto em tão pouco tempo. Vidas interrompidas, amores desfeitos, e tão próximos a você. Eu entrei sem jeito, sem mais nem menos nesta tão absurda história de amor. Você que até ontem chorava, pode, enfim, sorrir ao me ver. Eu, sem entender como, pude crer nos milagres que sempre sonhei. Você disse que eu te trouxe paz. Você, com toda sua força, me trouxe à vida. Apenas contava os anos para te ver correr, alegre, sobre os mais lindos dias de sol. Incrível como é sempre primavera ao seu lado.

Já esquecíamos as dores do mundo e lutávamos, com desespero, para mudar o que nos rodeava. Seu coração pulsante e puro completava o meu cansado de esperar-te. A vida que de forma mágica e simples nos trouxe à vida. Este destino, moleque travesso, pintou com cores vivas a felicidade estampada em nossos sorrisos quando pensávamos um no outro. Sempre que ouvia sua voz, uma orquestra regida por anjos soava dentro do meu peito.

Eu, tão romântico, pedi aos céus uma história linda de amor em minha vida. Procurava, a todo custo, uma história impar, única. Aquela história que contaríamos, com os olhos cheios de lágrimas, para os nossos netos, bisnetos e por todos os cantos, a existência do amor puro e verdadeiro. Aquela história de amor digna de filmes. Aquelas histórias que, ao ouvirmos, voltamos a acreditar novamente no amor.
Eu que te esperei a vida inteira, não me importei em esperar mais um pouco. Pude aprender a sorrir quando você apareceu como uma ventania que varreu todo o meu universo. Sorria, e fiquei vagando em seu sorriso por décadas seguintes. Vagando pelo correr da eternidade todo momento vivido ao seu lado.

Você que não sorria desde outrora. Acontecimentos que transformam a vida. Encontrou num pobre, em todos os aspectos, poeta motivos para reencontrar o sorriso largo e a felicidade. Teias armadas pelos fios do destino. Deus sabe o que faz. Logo eu sempre cético demais.
Lembro de suas palavras, transformei-as em uma nova religião. Lembro de quando disse: “nasci quando descobri o amor”. Digo, apenas nasci quando começou a me amar. Hoje, você corre em minhas veias e mora, caprichosamente, em meu coração. Ouço, no último volume, nossa música. Choro. Como chora um bebê pelo carinho materno.
Sinto que valeu a vida quando lembro você dizendo: “chamo o amor de Eduardo”.

Hoje, um dia especial. Especialmente hoje esperei você. Luz de vela, vinho. Fiz um bolo, aquele que você gosta.


 

Abril 2007
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  • 59,862 Páginas vistas.

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