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ENTIDADES TENTAM MANTER A HISTÓRIA DA SOROCABANA

Preservar a memória cultural da Sorocabana. Este foi o intuito da primeira reunião que dará inicio aos trabalhos para a criação de um espaço público, que visará o permanente cultivo à história da estrada de ferro. O evento realizado, ontem, na Estação da Cidadania, em parceria com o Fórum da Cidadania de Santos, OAB e Sindicato dos Ferroviários.

Incentivado pelo projeto “Memória e Conversar”, da Comissão de Direitos da Pessoa Idosa da OAB, que tem o propósito de preservar e registrar a memória cultural da Cidade por meio dos atores envolvidos no processo histórico, a reunião tentou formar a equipe de trabalho e deu diretrizes para as próximas ações.

O coordenador do Fórum da Cidadania de Santos, Célio Nori, comentou sobre o projeto. “A idéia inicial é criar um espaço público de permanência da memória cultural da ferrovia”. A proposta idealiza a aquisição uma locomotiva, que ficará em frente da Estação Cidadania, e mais dois vagões: um de carga, que abrigará um palco para apresentações; e outro de passageiros, que abrigará uma biblioteca temática sobre ferrovias e cidadania.

Para Nori a reunião foi uma “soma de idéias e intenções com a modesta intenção de criar, além de um ponto turístico, um espaço público”. Segundo o coordenador, os interesses corporativos só não levaram ao fim da estação, porque o imóvel foi tombado como Patrimônio Público. Nori comentou que o Mc Donald’s tentou comprar o espaço, na época que iniciaram as privatizações do terreno da antiga Sorocabana.

Antes de abrigar o Fórum da Cidadania de Santos (inaugurado em 25 de agosto de 2006), a antiga estação era usada pelo Grupo Pão de Açúcar (proprietário do terreno e responsável pela manutenção do imóvel) para atividade com crianças. Mas, com a instalação do posto de gasolina no hipermercado, uma lei que proibe a realização de quaisquer atividades envolvendo crianças nas proximidades de postos de combustíveis forçaram o encerramento das ações.

História – De uma família de ferroviários e mais de 35 anos trabalhados no único emprego que teve, o aposentado Alcides Baptista Medina, praticamente nasceu dentro da estação. Para ele, é de suma importância a permanência da história do local. Motivado pelo abandono da estação, o aposentado tem lutado para a criação de um museu desde 2001. “Quando eu vi como estava aqui, não me conformei. Fui falar com o prefeito, com vereadores. Mas todos me diziam que não daria em nada”, desabafa.

A Sorocabana foi criada para acabar com o monopólio de 100 anos do grupo inglês, South West São Paulo Railway Co, na década de 1930, pelo governo de Getúlio Vargas. Pelos trilhos da companhia, escoava boa parte da produção de banana do Vale do Ribeira. “Eram dois trens por dia, com mais de 15 vagões de banana”, lembra Medina.

Manter viva a história da Sorocabana é o que motiva o aposentado. Ao falar da empresa, emociona-se. Medina conta, que no passado, no dia 1º de Maio, os funcionários decoravam os vagões e passeavam com a família. “Passávamos dois, três dias decorando os vagões. Era mais que uma empresa, éramos uma família”.

O aposentado comenta que o desenvolvimento das cidades do Litoral Sul e Vale do Ribeira se deu por meio das linhas da antiga Sorocabana. “As cartas vinham dentro do trem. O pessoal só lia os jornais depois do trem passar.”

Medina sonha com a volta dos trens de passageiros. “A solução é o trem. Em todos os países do mundo esta forma de transporte é utilizada, e com grande eficiência. Quando me aposentei da Sorocabana, estávamos vivendo um momento de modernidade. Não sei porque acabou”. Aposentado desde 1981, o ex-ferroviário viveu, longe dos trilhos, as décadas que levaram a deteriorização das linhas férreas. Motivos para isso, ele aponta ao lobby das empresas automotivas.

Para manter vivo os sonhos e relembrar o passado, a cada dois meses ex-funcionários da Sorocabana se encontram para um café, na sede do Sindicato. “Aí, a turma se encontra, é uma festa só”.

(Matéria publicada em 25/11/2007, no AGÊNCIA FACOS. Ano 34. Edição 25 – Turma: Noite. Página 08)

Lojas oferecem maior variedade para enfeites natalinos

Próximo da comemoração do Natal, lojas de enfeites aproveitam a época e embelezam as tradicionais decorações natalinas.

Na proximidade do Natal, um ramo de comércio temporário invade os centros comerciais das cidades da região. Movidos pelas novidades importadas, as lojas de vendas de enfeites tentam manter o espírito natalino com muitas cores e luzes.

Há dez anos nesta atividade, seis deles em Santos, o gerente de uma destas lojas, Marcos Antônio, diz que o melhor período de venda é de 15 de novembro a 15 de dezembro. “Depois do dia 15 (dezembro), as árvores já estão montadas e o pessoal prefere comprar os presentes, roupas”.

Para esse ano, as expectativas são de aumento nas vendas em 10% em relação ao ano passado. Antônio atribui à baixa do dólar como um dos maiores fatores para elevar as vendas. “Os preços estão na mesma faixa de preço em relação ao ano passado. Muitos produtos estão até com preço mais baixo”, completa.

As árvores coloridas e as mangueiras iluminadas são os produtos mais procurados, segundo a vendedora, Mônica de Araújo. “Mas, o que mais vende mesmo são os enfeites, que variam de R$ 0,50 a R$ 12,00.”

Para a vendedora, a tradição é o maior fator de estímulo nas vendas nessas lojas. Segundo apontou, todas as classes sociais compram enfeites, independente do valor e do tamanho. “O importante é a magia do Natal, a alegria”, aponta. Mônica ainda atribui aos valores da religião e família como motivos para a tradição natalina.

Tradição – O casal de aposentados, Maria Helena e Ivan Terra, não abrem mão das compras de enfeites. Todo ano montam a árvore de Natal e o presépio na segunda quinzena de novembro. “Só desmontamos depois de 15 de janeiro. Mas, por mim, deixava o ano inteiro”, completa Maria Helena.

“Falta apenas pintar a sala, arrumar algumas coisinhas e lavar as cortinas para montar decorar a casa”, disse Terra. “A iluminação da fachada da casa já está pronta e funcionando”, conclui.

Há cinco anos, um incidente curioso aconteceu com o casal. Encantada com uma árvore na vitrine de uma loja, na 25 de Março, Maria Helena quis comprá-la. Era a última da loja, no mesmo instante começou um tiroteio na rua. “O vendedor fechou a loja, e vendeu bem baixinho o preço. Até hoje a usamos”, diz a aposentada.

Sobre os preços, o casal analisa que em São Paulo os preços estão até 200% mais baratos. “Um enfeite de Papai-Noel que aqui está R$ 15,00, em São Paulo sai por R$ 5,00.”, analisa o aposentado. Na capital, segundo o casal, as vendas começaram há um mês. Mesmo assim, Maria Helena acha que estas lojas deram maior variedade e beleza nos enfeites das casas. “Havia pouca opção e os preços eram maiores. Hoje, há mais cor, mais tipos de enfeites, mais variedade” completa.

Com a abertura das portas antecipada, em pelo menos dez dias, Antônio Marcos atribui ao bom relacionamento com o proprietário do imóvel. “Ano passado usamos este ponto, como tudo correu bem, o proprietário nos ofereceu o local. Com as chaves nas mãos, resolvemos antecipar a abertura”. Animado com as vendas, o gerente garante que o Natal desse ano vai ser o mais colorido de todos os tempo.

Concorrência – Lojas de materiais elétricos e luminárias aproveitam a época para aumentar as vendas comercializando decorações. De olho neste mercado, as lojas enfeitam suas vitrines com muitas luzes e brilhos.
Balconista de uma loja de luminária, Cristina Aparecida, aposta nas mangueiras coloridas como “melhor produto” para comercializar nessa época. Cristina analisa a praticidade, resistência e na beleza do material para o sucesso mercadológico.

(Matéria publicada em 11/11/2007, no AGÊNCIA FACOS. Ano 34. Edição 23 – Turma: Noite. Página 04)

Encontro discute cidadania

O compromisso com a educação é necessário para que as mudanças sociais aconteçam, e para preparar o indivíduo em cidadão capaz de compreender a sociedade. Com esses propósitos, Associação de Educadores Latino-americanos (AELAM) realizou, sábado, na Unisantos, X Encontro de Educadores da Baixada Santista.

“Não se faz mudança sem a sede do saber”, afirmou o presidente da AELAM, José Marinho Gusmão Pinto, que chama a atenção para o alto índice de brasileiros analfabetos, que segundo informou, são mais de 18 milhões de pessoas. Ainda engrossaria esse número se forem computados os analfabetos funcionais.

Projetos de educação tendem a não progredir por ter elevado custo. “Educação de qualidade custa caro, mas se reverte em formação de uma sociedade”, analisa. Ele destaca a importância do Estado para a formação educacional do cidadão, mas avalia que atualmente não há essa preocupação por parte dos órgãos públicos.

No evento, a professora da UniSantos, Nereide Saviani, frisou que para a elite econômica não há, na sociedade, a necessidade de “tantos sábios’, e sim a formação de técnicos e profissionais que executarão tarefas. “O trabalho de pensar ficaria restrito à minoria, geralmente da elite econômica”, analisou.

A coordenadora de Políticas Educacionais da Prefeitura de Santos, Susana Artonov, defendeu a tese que o professor tem que ter contato com a realidade do aluno, e a escola tem que ocupar um espaço democrático. Susana, que segue a linha de Paulo Freire, ponderou sobre a utilização das teorias de educação, para a coordenadora a utilização do bom senso e do amor pela educação conduziriam o processo de ensino.

Segundo analisou a professora Regina Inês, o papel da Educação Pública é fundamentar a igualdade social, e para isso é necessário um enorme “trabalho de formiga” por todos os educadores. “Faz-se necessário o enfrentamento para melhoria da qualidade da educação para as classes menos favorecidas como bases de uma nova sociedade”, avaliou a professora.

Evasão Escolar – Um dos maiores problemas da educação no País foi a evasão escolar. Recentes pesquisas apontam para a diminuição desse quadro. Por outro lado, o número de distorção idade/série tem aumentado. Segundo o professor Edson Florentino, coordenador da Oficina Pedagógica de Cubatão, em média, o jovem brasileiro demora mais de 50% para concluir o ensino fundamental, levando, assim, doze anos para se formar, o que normalmente seria feito em oito.

Florentino defende a idéias que essa elevação no índice mascara a evasão escolar. E aponta a Educação de Jovens e Adultos (EJA) – programa governamental de incentivo a volta às salas de aulas dos alunos desistentes – em “transição de nível de ensino”. O professor aponta que o programa foi desviado do seu compromisso original, que seria o reingresso aos bancos escolares quem um dia desistiu, para mostrar “um relativo sucesso na educação no país”.

Para comprovar a análise, Florêncio apresentou dados de 2004 de pesquisas realizadas em Cubatão, comparando com análises do Estado de São Paulo e do País. Cubatão tem índices parecidos com o restante do Brasil, mais acima da média de São Paulo. Em distorção escolar, por exemplo, Cubatão atingiu o índice de 30,3% nos alunos da 8ª série do ensino fundamental; São Paulo 19,6% enquanto a média do Brasil data 38,6%.

Minoria racial – Não podendo ficar de fora, a temática sobre minorias raciais tomou conta da mesa de discussões. Além de ser defendida a diversidade cultural, a discussão visa o reconhecimento das diferenças como plataforma da própria identidade.

O responsável pela discussão nas Oficinas de Pedagogia de Cubatão, Fábio Gonçalves Ferreira, argumentou que se o professor não reconhece o aluno negro, não reconhecerá também o aluno pobre. Para ele o professor que não reconhece o aluno não ensina, no máximo despesa informações.

Refletindo sobre a lei 10.639, que torna obrigatório o ensino das culturas afro-brasileiras nas escolas do País, Ferreira apontou o aumento significante de pessoas que se auto-denominam negros é resultado direto da lei.

Em oficinas realizadas para minimizar os problemas do preconceito nas escolas de Cubatão, Ferreira contou sobre a realização de um questionário feito no início e no término das atividades. Segundo afirmou, as mesmas perguntas são realizadas nos dois momentos.

Questionados se a escola em que eles trabalham é racista, a resposta na primeira pergunta é esmagadoramente não. Mas, ao término das atividades, este quadro se inverte, chagando obter 98% de sim. Orgulhoso com o avanço, mas sabendo das dificuldades de acabar com algo que está impregnado na cultura brasileira há séculos, completou “Nossa meta é trabalhar com esses 2% que não enxergam o racismo nas escolas. Há algo errado aí”.

(Matéria publicada em 21/10/2007, no AGÊNCIA FACOS. Ano 34. Edição 21 – Turma: Noite. Página 10)

Reforma no CREI foi estopim para críticas

Populares questionam motivos das obras e mal-atendimento na Unidade de Saúde

Falta de pediatras e descaso dos médicos no Centro de Referência em Emergência e Internação (CREI), em São Vicente, gera insatisfações. As reclamações surgiram após o início das obras de reforma no prédio, em julho.

A auxiliar de serviços gerais, Lucineide Prossidônio dos Santos, que esperava por mais de duas horas para ser consultada, relatou sobre o problema. Segundo informou, na semana passada, ela e o seu marido levaram a vizinha e o filho de seis meses para o CREI. A criança estava com problemas respiratórios e precisaria de inalação. Chegando lá, não havia pediatra de plantão. “Ela pediu para trazer porque se fosse esperar a ambulância demoraria mais. A criança estava muito doente. Um outro médico tratou dela”.
Luceneide também reclama da demora para o atendimento e da “falta de educação” dos médicos e funcionários. “É sempre assim. Difícil ser atendido, algumas vezes não tem médico. Quando tem, eles são mal-educados e atendem rápido demais. Não tem médico, mas dinheiro para reformar a fachada tem”, afirmou.

O estagiário do curso técnico de Raio-X, Pedro Vicente , comentou sobre o caso. “Nos plantões da noite, falta médico, falta paciência dos médicos, falta tudo”. Além desses problemas, Vicente explicou sobre descaso dos médicos plantonistas. “Eles nem olham para os pacientes, mandam direto para a radiografia. A maioria das vezes não há problema nenhum”, completou.

A Assessoria de Imprensa do CREI alegou a falta de profissionais especializados em pediatria. Segundo a Assessoria, para ter um funcionamento normal deveriam ter 21 profissionais, atualmente o CREI conta com 12. Concurso já foi realizado, mas faltaram candidatos para preencher as vagas. Nesse sábado, apenas uma pediatra estava no centro. Procurada, não quis se pronunciar.

Ainda segundo a Assessoria, o CREI foi projetado para atender 400 pessoas/dia, mas atualmente atende mais de 1.000. Na temporada e nos feriados prolongados, esse número chega até a 1.200 atendimentos.

Sobre as reformas, afirmou que tratam de ampliações para o melhor atendimento público, e não de caráter estético. Como solução, foi apontada a ampliação e a melhoria nos equipamentos da ala do SUS do Hospital São José, que atualmente atende apenas a maternidade. Os demais atendimentos são para conveniados ou particular.

(Matéria publicada em 30/09/2007, no AGÊNCIA FACOS. Ano 34. Edição 19 – Turma: Noite. Página 6)

‘Queremos incluir o negro no conceito de nação’

Reparar os danos causados à população negra. Com este propósito aconteceu o I Congresso de Negros e Negras do Brasil. O evento foi realizado sábado, na Câmara Municipal de São Vicente, com o intuito de eleger os delegados que irão representar a Baixada Santista na Plenária Estadual.

“Queremos incluir o negro no conceito de nação”, pontuou a coordenadora do congresso na Baixada Santista, Tatiana Evangelista. “Logo após a abolição, os negros foram jogados nos centros urbanos. Muitos ex-escravos vagavam pelas ruas, sem ocupação. Foi criado, então, a lei da vadiagem para prender os negros livres sem ocupação das cidades. Com medo, eles fugiram para os morros, criando, assim, o que chamamos hoje de favela”, acrescentou.

Tatiana apontou para a “baixa-estima” da população negra. O Coordenador União Nacional dos Negros (UNEGRO), Julião Vieira, avaliou sobre as desigualdades no mercado de trabalho. “É inegável que os negros ganham menos. Além disso, o sub-emprego é sempre destina às minorias étnicas”.

Mas as maiores preocupações de Vieira foram para os “extermínios dos jovens negros”. Segundos afirmaram, jovens das periferias, de 14 a 22 anos, são assassinados pelo crime organizado ou pelo “Poder do Estado” (Polícia Militar).

Vieira é defensor dos programas de incentivo do Governo Federal (Bolsa Família, Prouni, Cotas nas universidades). Mas afirma que tais ações não acabam com o problema. “É necessário uma mudança na estrutura. Estes programas pregam o assistencialismo, e não a solução do problema”, apontou.

A conselheira municipal da juventude, Silvia Lopes Fiel, é voluntária no Consórcio Social da Juventude em São Vicente, programa financiando pelo Governo Federal destinado ao acesso à educação da população de baixa renda. “Lá dou aula de valores humana, ética e cidadania. Indo muito além das matérias que caem no vestibular”, afirmou. Silvia levou seus alunos para participar do Congresso.

“Só queremos que as leis (isenção de impostos) existentes para as demais religiões sejam aplicadas às religiões de matriz africana”, reivindicou o Coordenador de Conselho de Promoção da Igualdade Racial e Étnica de São Vicente, Ivan Marcos.

O Congresso – A plenária que aconteceu na Baixada serviu para eleger os delegados que representarão na plenária Estadual, que será realizada no dia 22 de setembro, em São Paulo. Dividido em 19 macro-regiões, serão eleitos 400 delegados em todo o Estado, em congressos realizados neste fim de semana. A Baixada Santista contará com 16 cadeiras.

São Vicente – A cidade foi escolhida para sediar o congresso regional por ser o primeiro lugar do Brasil em ter escravo. “Quando Martin Afonso chegou em São Vicente, já existia 135 negros da Angola. Eles trabalhavam no engenho existente em frente ao Porto das Naus”, historiou Ivan Marcos.

Marcos acentuou que São Vicente foi uma das primeiras cidades do país a libertar os escravos. “Em 31 de outubro de 1886, quase dois anos antes da Lei Áurea, os negros de São Vicente estavam libertos”.

(Matéria publicada em 16/09/2007, no AGÊNCIA FACOS. Ano 34. Edição 17 – Turma: Noite. Página 4)

CONGRESSO BRASILEIRO DE XADREZ DISCUTE ALTERNATIVAS PARA O ESPORTE

Uma nova forma de pensar o xadrez, com este propósito foi realizado, no Sesc Santos, o I Congresso Brasileiro de Cultura e Xadrez. O evento contou com palestras, seminários, fóruns e torneios. O lançamento do livro “A importância do Xadrez”, de Rubens Alberto Filguth, analisando aspectos culturais e estudos científicos sobre o esporte, foi a principal atração.

Em sua obra, Filguth analisa o valor cultural do Xadrez na evolução humana. “Os primeiros registros de literatura enxadrística datam de 860 d.C, mas há, no mínimo, três teorias para explicar a origem do jogo. Por isso que muitos estudiosos contestam o fato”. O escritor, que é o único brasileiro membro da Ken Whyld Association, grupo formado por mais de 139 acadêmicos em xadrez de todo o mundo, ressalta as relações do esporte com as artes. “Na pintura, há um quadro de 1283, atribuído a Afonso X – o sábio, sobre o tema. O pintor Marcel Duchamp, apaixonado pelo jogo, representou a França em olimpíadas, além de retratar em seus quadros”. No cinema, segundo o escritor, há mais de 2.100 filmes em que o xadrez está no roteiro. “O maior exemplo disso é o filme O Sétimo Selo, de Bergman”. Na literatura, não poderia ser diferente: “há registros de romances datados do século XIII sobre o xadrez”.

Na segunda parte da obra, o autor analisa artigos científicos realizados sobre o esporte. “Há estudos interessantes, como o da Venezuela, que provaram aumento de Quociente de Inteligência (Q.I.) nos estudantes. Desde então, o xadrez é matéria obrigatória nas escolas públicas”. Filguth aponta como principais características do praticante do esporte a concentração, raciocínio rápido, lidar com tensões, paciência, análise lógica e autoconfiança. “Geralmente, o jogador de xadrez é introvertido, e com o jogo ele tem um enriquecimento cultural impressionante”, completa o autor.

A praticante de xadrez e jornalista, Tais Julião, defende o jogo como uma forma de comunicação. Para ela, a necessidade de transmissão das técnicas do esporte é que permitiu ao xadrez continuar na história. A jornalista mantém um blog sobre as competições femininas. “Além de cobrir os eventos, entrevistos as principais praticantes do esporte. É uma maneira de manter viva a cultura do xadrez”.

A Confederação Brasileira de Xadrez (CBX) contabiliza nove mil registros, mas somente 2.500 estão ativos. Até agosto, 1.895 esportistas estavam federados, podendo assim participar de competições. No ano passado foram realizados 130 torneios, e até este mês já foram realizados 100. A Federação Paulista de Xadrez (FPX), a maior do País, começou a cadastrar os praticantes. Conta com mais de 1.775 membros, e já realizou 29 torneios até este mês, no ano passado foram realizados 55 competições. Os torneios são da categoria Escolar, voltado aos estudantes do ensino fundamental e médio. Em Santos, mais de 75 escolas fazem parte do Circuito Santista de Xadrez. “Há cinco anos apenas 60 estudantes estavam nos torneiros. Hoje temos 250 em cada etapa, e mais de mil em todo o circuito. Só para as competições do congresso temos mais de 260 inscritos”, comenta o presidente da Liga Santista de Xadrez, Horácio Prol Medeiros. Medeiros explica que foi necessário muito trabalho e organização para alcançar tal avanço. “E organização é o que não falta para os praticantes de Xadrez”, completa.

(Matéria publicada em 19/08/2007, no AGÊNCIA FACOS. Ano 34. Edição 15 – Turma: Noite. Página 4)

Amor, ordem e progresso em fluxo na Vila Esperança

“Amor por princípio, e a Ordem por base; o Progresso por fim”, assim Augusto Comte definiu o positivismo. Sem sombra de dúvidas, o amor é o sentimento que movimenta e define caminhos para o mundo. Jesus Cristo amou a humanidade de forma única, Che Guevara amou e morreu pela América Latina. Santos Dummont amou a liberdade. Saturnino de Brito, Carlos Chagas, Louis Pasteur, Alexandre Fleming amaram a humanidade e por ela revolucionaram a medicina e o progresso humano.

O amor guiou os passos de Sebastião Ribeiro dos Santos, mais conhecido como Zumbi, líder comunitário da Vila Esperança, bairro que fica embaixo da Rodovia dos Imigrantes, em Cubatão. São 20 anos de muita luta e heroísmo para a urbanização do bairro. Zumbi ainda preside a ONG “Cubatão de bem com o mangue”, criada por ele, a fim de conscientizar a comunidade sobre a relação do homem com o meio ambiente.

Calçando um chinelo de cada cor, roupas simples, Zumbi fala do bairro com muita dose de paixão. A batalha que conduz – comenta com brilhos nos olhos – visa à urbanização do bairro, água, esgoto, luz e transporte público de qualidade. Quando chegou, nos anos 70, com a construção da Imigrantes, lá não havia quase ninguém. Orgulha-se em ser um dos primeiros moradores do bairro.

Comte afirmava que a aliança entre o amor e a fé guia a atividade. Zumbi não esconde a sua religiosidade. Usa camiseta estampada com a imagem da Nossa Senhora e a reprodução de Cristo na cruz enfeita a sede da ONG. Pelos cantos, citações da bíblia e em sua fala mansa há o agradecimento a Deus. Porém, a forma ponderada de falar se transforma ao narrar as ações de melhorias para o bairro. “Não sossego até que todos os moradores tenham um lar digno para morar”.

“É uma vitória por dia”, desabafa com ar de esperança. A última grande vitória foi em 2006, com a assinatura do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta). Com este compromisso firmado entre Prefeitura, Sabesp e a comunidade, a urbanização do bairro saiu dos sonhos e ganhou as ruas. “A Sabesp tem trabalhado de forma acelerada. De segunda a segunda, sem folga”, completa. Uma das responsabilidades do termo é a preservação do mangue, para isso uma cerca de 15 quilômetros foi construída separando a área de preservação ambiental. O custo da construção de foi R$ 90 mil e financiada pela Petrobrás.

“Hoje o bairro está da forma que imaginei há 20 anos. Temos muito para melhorar, muitas lutas e conquistas pela frente”. Contemplando o horizonte e em tom quase profético, Zumbi nos inspira “O fruto deste trabalho é para os nossos filhos e netos. De nada adianta lutar sem amor”.

(Matéria publicada em 10/06/2007, no AGÊNCIA FACOS Especial, com o tema “A coisa mais importante de nossas vidas”, sobre as várias faces do amor, com base no livro digital “Ensaios sobre o Amor”, do escritor português Eduardo Reisinho. Ano 34. Edição 11 – Turma: Noite. Página 7)

Campanha de prevenção ao glaucoma testa equipamento

Campanha para prevenção ao glaucoma, realizada ontem, em São Vicente, servirá para estudo sobre a eficácia dos equipamentos para medição intra-ocular. O evento foi realizado em conjunto com a Escola Paulista de Medicina, Secretaria de Saúde Municipal e ABRAG (Associação Brasileira dos Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma), e aconteceu no dia Nacional ao Combate à doença.

Mais de 150 pessoas aguardavam em fila uma hora antes da abertura do shopping. A procura superou as expectativas dos realizadores, que calculavam atender no máximo 100 pessoas. Até às 11 horas, foram cadastradas 235 pessoas para serem atendidas. Sete enfermeiras realizavam o cadastro dos pacientes.

Segundo o secretário de saúde de São Vicente, Cláudio França, o evento serviu para prevenir e alertar a população sobre os riscos da doença. “Caso se detecte a pressão ocular em alguém, o paciente será encaminhado para tratamento no serviço de saúde da Cidade” completou. França alertou sobre os altos riscos desta enfermidade: “Quase um milhão de brasileiros sofrem de glaucoma”. Segundo a ABRAG, no Brasil, o número é de aproximadamente 900 mil.

Saturnino Rodrigues da Cruz, 77 anos, passou pelo teste. O resultado foi 12 por 15 milímetros de mercúrio (12 no olho direito e 15 no esquerdo), considerado bom. “Não tenho enxergado bem, ultimamente. Tenho dificuldades para ler, mas os médicos disseram que minha pressão está boa”. A aposentada Ivone Miranda da Silva, 64 anos, disse que o teste é rápido e sem dor. Ela já realizou outros testes. “Hoje deu 19 por 19. Está bem perto do limite”, completa.

Segundo a coordenadora da ABRAG, Elisabete Fruchi, acima de 20 milímetros de mercúrio começa a existir algum perigo. “Como os sintomas não são percebidos, os pacientes chegam quando perderam mais de 20% do campo de visão”. Elisabete afirma que 80% dos casos são decorrentes de casos na família. Outras possíveis causas são uso mau uso de colírios e traumas físicos. “Quem tem diabetes corre o risco de contrair a doença”, acrescenta.

O médico responsável pelo evento, Filipe Aciolly Gusmão, alertou sobre o glaucoma que não apresenta pressão intra-ocular. “A medição intra-ocular não é único teste e nem definitivo. São necessários outros exames para afirmar a existência do glaucoma no paciente”. O glaucoma não tem cura, mas diagnosticado precocemente e com tratamento assíduo a doença é estabilizada.

Estudo – Os médicos aproveitaram o evento para realizar um estudo sobre a eficácia dos equipamentos de medição da pressão intra-ocular. Vinte pessoas foram analisadas em três equipamentos diferentes, com intervalos de dez minutos entre cada análise. O resultado deste estudo será transformado em uma tese.

Glaucoma – é uma doença que causa dano ao nervo óptico. Este nervo envia os sinais visuais ao cérebro, que processa as informações e as convertem em imagens. A causa do glaucoma não é totalmente conhecida, mas o aumento da pressão interna no olho é o maior fator de risco.

A parte interior do olho é preenchida por um líquido chamado humor aquoso. Este líquido tem a finalidade de limpar e alimentar as diferentes partes internas do globo ocular. Quando, por algum motivo, este líquido se acumula há um aumento da pressão intra-ocular. Este aumento obstrui o nervo óptico, levando a uma irreversível perda de fibra nervosa e gradativa perda da visão.

O principal sintoma da enfermidade é perda do campo de visão periférica, gerando o que os especialistas chamam de visão tubular.

(Matéria publicada em 27/05/2007, no AGÊNCIA FACOS. Ano 34. Edição 11 – Turma: Noite. Página 7)

Biatlo tumultua o trânsito na orla da praia

Avenidas interditadas em decorrência de atividades esportivas voltaram a deixar o trânsito lento, na manhã deste sábado, no trecho entre o Canal 4 e o Aquário Municipal. Só este ano, foram realizados outros nove eventos que bloquearam o fluxo de veículos na região.

Como conseqüência do 15º SP Open Biathlon, o trajeto das linhas de ônibus que realizam este percurso foi alterado. Eles foram desviados no Embaré pela rua Siqueira de Campos para a Avenida Epitácio Pessoa, retornando para a orla da praia pela rua Afonso Celso de Paula e Lima.

A maioria dos veículos desviava pela rua Siqueira de Campos. Segundo o motorista Alexandre Augusto Gomes, que dirigia o Circular 8 da Viação Piracicabana, estas ruas são “mal asfaltadas”. “Isso causa muito transtorno. O fluxo fica lento, os passageiros reclamam. Conduzir nestes dias é uma tarefa difícil”.

Alguns passageiros estranharam quando o ônibus desviou para o trajeto alternativo. A aposentada Regina Arrruda, que estava no ônibus, reclamava da viagem lenta e cansativa. “Quando tem a vista do mar a viagem melhora”. O também aposentado José Roberto Stecca disse que ficou 15 minutos esperando um circular, até que foi avisado sobre o itinerário alterado. “Não há divulgação nenhuma, mudam o trajeto e não avisam nada”.

Já para empregada doméstica Ermelinda de Araújo, moradora de São Vicente, não havia problema algum. “Ficou mais fácil e mais perto de onde eu trabalho”.

Na altura da rua Joaquim Monteiro, na Ponta da Praia, dois agentes da CET controlavam a travessia dos ciclistas. Neste intervalo, a ciclovia atravessa o percurso dos atletas. Nos pontos de conversão, o movimento do tráfego era controlado manualmente pelos agentes, ignorando o tempo dos semáforos. O esquema gerou reclamações dos motoristas, devido ao tempo de espera para liberar o trânsito. Um agente da CET, que não quis revelar o nome, disse que entre 7h30 e 9 horas foi registrada maior intensidade de tráfego. “Neste período o tempo de espera dos semáforos foi de até um minuto”.

Faixas informativas sobre a interdição das vias e rotas de desvios foram espalhadas pelas imediações. Mesmo com avisos proibindo o estacionamento de veículos, havia muitos automóveis ao longo da avenida. A liberação do tráfego estava marcada para o meio-dia.

(Matéria publicada em 13/05/2007, no AGÊNCIA FACOS. Ano 34. Edição 09 – Turma: Noite. Página 4)

CET quer conscientizar motoristas que falam ao celular enquanto dirigem

A partir desta segunda-feira, a CET realizará, nos principais cruzamentos de Santos, campanha de orientação contra o uso de celulares ao volante. A iniciativa da Prefeitura em conjunto com a Polícia Militar visa à prevenção de acidentes. Serão distribuídos panfletos no intuito de informar e conscientizar os motoristas sobre os riscos. A campanha vem em resposta ao aumento das infrações que, em dois anos, apresentou crescimento de quase 12%.

As estatísticas da CET apontam que, em 2004, foram efetuadas 21.199 autuações, e em 2006, 23.690. Em todo o país, falar ao celular enquanto dirige é o maior causador de multas de trânsito. Em apenas 10 minutos, no cruzamento das avenidas Ana Costa e Presidente Wilson, constatou 12 motoristas dirigindo enquanto falavam ao telefone. Um agente da CET no local, ao ser abordado pela reportagem, alegou que fiscalizava apenas a ciclovia.

Segundo o taxista Luiz Rogério, a medida vem em boa hora. Ele conta que diariamente observa muitos atos de imprudência no trânsito. Confirma que utiliza o aparelho celular para uso profissional, tendo que atender, muitas vezes, no meio de uma corrida. “Atrapalhar, atrapalha um pouco, mas temos que atender. Quando não é o telefone, é o rádio da cooperativa”. Ele já foi multado duas vezes pelo uso de celular. Também taxista, José Amparo é mais taxativo. Para ele, a falta de fiscalização é o principal motivo dos abusos. “Todo motorista sabe que é proibido dirigir falando ao telefone”.

A campanha da CET coincide com a semana que antecede o Dia das Mães, a segunda melhor data para vendas de aparelhos celulares, perdendo apenas para o Natal. Neste período, as vendas são superiores em 80% se comparado com os demais meses. Para este ano, as operadoras prepararam pacotes de vantagens ao consumidor, variando de aparelhos com custo zero a bônus em minutos de conversa.

“Esperamos uma vendagem superior a do ano passado, em cerca de 5%, devido às promoções”, afirma a gerente de vendas da Claro, Janaina Ferreira Peres. No Dia das Mães de 2006, foram comercializados 1,8 milhões de aparelhos em todo o país.

Segundo a ANATEL, existem mais de 102 milhões de aparelhos habilitados no Brasil. No primeiro trimestre deste ano, houve acréscimo de 2,24% no volume de vendas. Somente no último mês, foram comercializadas mais de 965 mil habilitações. No Estado de São Paulo foi aprovada a quarta operadora de serviço móvel, Unicel, que estima obter 10% do mercado no período de três anos.

(Matéria publicada em 29/04/2007, no AGÊNCIA FACOS. Ano 34. Edição 07 – Turma: Noite. Página 5)

Trabalho e caridade marcam o Dia da Doutrina Espírita

O Dia da Doutrina Espírita foi comemorado ontem, em Santos, com muito trabalho. Os principais centros espíritas da Cidade mantiveram suas atividades cotidianas, visando à caridade e solidariedade aos que pouco possuem.

Segundo o IBGE cerca de 6,8 milhões de brasileiros, aproximadamente 6% da população, são adeptos das doutrinas voltadas para o espiritismo, mas apenas 1,33%, cerca de 2,3 milhões de brasileiros, se autodenominam espíritas. Em Santos, segundo o Jaci Nagris, do Instituto Cultural Kardecista de Santos, são aproximadamente 20 mil praticantes, o que representa cerca de 4,8% da população santista. Existem, na Cidade, 60 centros espíritas. Na Baixada Santista são 97 núcleos.

José Carlos Ferreira, o Carlinhos, que foi interno do Ismênia de Jesus, e hoje é voluntário da entidade, é um exemplo dos ensinamentos da doutrina. Criado desde do primeiro ano de idade no instituto, lá ficou por 16 anos. Saiu quando concluiu o 3º colegial. “Lá, aprendi muito mais que as lições da escola. Aprendi a ser mais humano”, afirma. Hoje, aposentado, voltou ao lar, mas, desta vez, como voluntário. “Sempre freqüentei as sessões, os grupos de prece, as campanhas de caridade, agora como aposentado, sou voluntário em tempo integral. É uma forma de agradecimento”. Ele atua na banca de livros, que serve como centro de informações e local de encontro, localizada na Avenida Conselheiro Nébias, 395.

A caridade é o principal mote para os adeptos do espiritismo, por isso as instituições realizam várias frentes para desenvolvê-la. As mais freqüentes são os lares de amparos às crianças, geralmente com alguma deficiência física, e de idosos. “Estamos ocupando o lugar que o Estado não ocupa, amparando aos esquecidos”, comenta Neide Queije, conselheira do Lar Espírita Mensageiro da Luz.

A maior dificuldade destas casas é manter as contas em dia, com isso, muitas ações são realizadas. Sebos e brechós são os mais comuns. “Em épocas como Natal e Páscoa, abrimos pontos especiais, o que nos ajuda um pouco, mas não é suficiente”, comenta Sandra Regina Paulino, presidente do Conselho Deliberativo e Fiscal, do Mensageiro da Luz. A loja de ovos de Páscoa desta entidade está funcionando na Avenida Washinton Luiz, esquina com a Rua Minas Gerais.

(Matéria publicada em 01/04/2007, no AGÊNCIA FACOS. Ano 34. Edição 05 – Turma: Noite. Página 7)

Torneio de natação visa a descoberta de novos talentos

Com aproximadamente 300 atletas inscritos, o Torneio Regional Petiz e Infantil de Natação, foi realizado, neste sábado, no Clube Internacional de Regatas, em Santos. Organizado pela 7ª Delegacia da Federação Aquática Paulista (FAP), teve como objetivo descobrir novos talentos e servir como classificatório para os campeonatos Paulista e Brasileiro. O evento começou às 9 horas. O programa previa a realização de 29 provas sem premiações.

Para os técnicos, o evento ajuda a avaliar se os atletas estão assimilando o aprendizado dos treinos, além de corrigir algumas falhas visíveis apenas em competições. “Nossa preocupação é avaliação dos jovens atletas, verificar a aplicação das técnicas aprendidas e postura perante as competições”, diz o técnico, Felipe Moura, da MESC, de São Bernardo do Campo. Para a técnica da UNISANTA, Maressa Nogueira, o evento é, de fato, o primeiro contato, de caráter competitivo, para os mais novos. “Para os mais experientes, a meta é o índice para o Campeonato Brasileiro”, completa.

Durante as provas, os jovens competidores recebiam incentivos dos técnicos nas proximidades da piscina. Nas arquibancadas parcialmente lotadas, a torcida dos pais era muito animada, unindo-se aos gritos de guerra dos colegas de clube. “É muito importante ouvir nossos amigos berrando, torcendo pela gente. Dá mais garra”, afirma o nadador Lucas Matheus, de 11 anos, atleta do Hebraica, de São Paulo. “Por ser a primeira competição do semestre, em outra cidade, ainda mais com chuva, acho que meu filho tem muito a evoluir”, declara a mãe de Breno Ferreira Xavier, Mayena Xavier. Breno, que treina duas horas por dia, pretende atingir o índice para se classificar para o Campeonato Brasileiro. “Acho que vai dar, nos treinos já atingi a marca, vamos ver quando cair na piscina.”

Segundo o delegado da 7ª Delegacia da FAP, Peter Arthur Bydlowski, esta é a primeira vez, nestas categorias, que a competição acontece com piscina de alto nível. “Esta piscina é um das melhores do Brasil em sua metragem. Com isso, a garotada terá condições para desenvolver uma boa prova. A festa só não ficou mais bonita devido à chuva”, afirma Bydlowski.

Concorrência – Mas, nem tudo é alegria. Fora das piscinas, uma outra competição é travada. Desta vez, para vender equipamentos esportivos, em barracas lotadas de produtos, localizadas nas proximidades do evento. Para o comerciante Carlos Veredas, de Santos, que vende produtos para natação em todas as competições da Baixada Santista, não foi um bom dia de vendas. Segundo Veredas, a chuva e a concorrência desleal de comerciantes da capital que, ao final dos eventos, liquidam mercadorias, acabam deteriorando este mercado. “Eles vendem tudo a preço de banana, afinal têm pouco a perder”. Maiôs, óculos de natação e tocas são os produtos que mais vendem nestes eventos.

(Matéria publicada em 18/03/2007, no AGÊNCIA FACOS. Ano 34. Edição 03 – Turma: Noite. Página 4)

Frota de Cabral ganha exposição de réplicas em São Vicente

Réplicas das embarcações da frota de Pedro Álvares Cabral são as principais atrações da exposição “Navegar é preciso”, na Casa Martim Afonso, em São Vicente. Toda a esquadra, que desembarcou em Porto Seguro, está representada na mostra. Ao todo, são dez naus e três caravelas, além de outras embarcações típicas das costas brasileiras dos séculos XVI ao XIX. A exposição destes modelos estende-se até o final de abril.

Além das réplicas, completam a mostra, quadros do artista plástico Carlos Fabra, que reproduzem atracações históricas em solo brasileiro, como a chegada das naus de Pedro Álvares Cabral e de Martim Afonso, em São Vicente. Há também reproduções de espadas e painéis contando a história das navegações. Segundo o historiador e responsável pela mostra, Marcos Braga, a partir de maio, outras reproduções de embarcações históricas substituirão as atuais.

As réplicas foram feitas com base nas plantas originais, vindas de Portugal. Demoraram, em média, quatro meses cada uma para ficarem prontas. “A maior dificuldade é no transporte, além do alto custo da logística. As peças são delicadas”, afirma Braga. A curiosidade da exposição é uma escultura de cobre, confeccionada com mais de 6 mil nós, do artista plástico Francisco Filho, segundo o responsável da mostra, está à venda. O valor não foi divulgado. Segundo a estagiária de turismo e guia da exposição, Alaisy Ferreira de Oliveira, o contato será feito diretamente com o artista.

“Em dias de sol, como hoje, há pouca visitação. Já em dias de chuva, temos um grande volume de visitas”, afirma Alaisy. Em baixa temporada, o público é basicamente de estudantes. A Prefeitura de São Vicente tem um programa de visitação agendada, atendendo as escolas da cidade. Na temporada, o público é diversificado, sendo o maior alvo os turistas. “Este ano, muitos estrangeiros vieram ver a mostra”, completa Alaisy.

A exposição é aberta ao público de terça a domingo, das 10h às 18h. Localiza-se ma Praça 22 de Janeiro, 469, São Vicente. A entrada é franca. Mais informações pelo telefone (13) 3568-8948.

(Matéria publicada em 04/03/2007, no AGÊNCIA FACOS. Ano 34. Edição 01 – Turma: Noite. Página 5)


 

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