MOSTRE-SE, POETA!

Por que se escondes, poeta?
Que medo lhe corroe as vistas e paralisa-te?
Por que se fechas em mundos de fantasias, poeta?
O que te faz penar e ter vergonha de encarar sua face perante o espelho?
Por que tens medo, poeta? E quais medos são estes?
Não percebe que é impossível esconder seus olhos perdidos no horizonte.
Seu coração vibrante e apaixonado, sua sensibilidade à flor da pele.
Eles te entregam poeta! Não te escondas.
Por que vacila em caminhar tortos passos? Seus passos são tortos?
E daí? Todos seus passos foram tortos. Seus anos também .
Por que não levanta a cabeça e orgulha-te? És poeta. És poeta.
Por que não tiras esta venda que cobre seus olhos e coração?
E venha ver o sol nascer nas manhãs de outono.
A primavera se pôr no horizonte.
Não finges que não se importa. Isto é sua vida.
Erga-te a espada de flores e bote-se a lutar por palavras.
Entrega seu coração ao mundo. Tu és patrimônio de todos.
De que serve um poeta dentro de sua caverna sombria?
De que serve todos os salmos sem a leitura?
Levante poeta. E mergulhe no mundo que foi desenhado por ti.
Não enxergas que transformações fizeste ao universo.
Por que não olhas no espelho e diga: “Sim, sou poeta”?
Por que envergonha-te de ser quem és. E és tão bem.
Tem vergonha de olhar aos outros homens e percebe que não são iguais a ti.
Bobagem, poeta!
Não sintas vergonha. Eles que deveriam sentir por não conhecer a vida.
Levante a cabeça, caminhe por vale de alegria. Ah! Poeta!
Quantas invejas sofreste? Quantas homens queriam ser tu.
E o que fazes? Esconde-se ao meio da multidão.
Deixa-te ferir pelos pobres de espírito. E, por quê?
Falte-te coragem para perceber que és? És, e sempre será poeta
Poeta torto!
Poeta solto!
Poeta de alma, coração e vida.
Poeta!
Poeta que caminha em vales de flores, poeta que desvia das pedras.
Poeta!
Sem mar!
Sem onda!
Sem nada!
Poeta! Menino perdido no mundo adulto aprendendo a viver.
Poeta dos olhos apaixonados.
Dos suspiros perdidos contemplando o horizonte.
Poeta menino gigante.
Poeta das alegrias, fantasias.
Poeta sem motivos te aviso: Viver é mais que os outros.
Viver é cantar em poesias seus dias.

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5 Responses to “MOSTRE-SE, POETA!”


  1. 1 Jairo janeiro 12, 2007 às 1:26 pm

    Se não voltarmos a sonhar um pouco, não vamos aguentar ficar nesse mundo por mais tempo. Os poetas precisam perder o medo da vida e do mundo, enfrentar de frente esses absurdos e não ligar para o que vão falar. Liberdade acima de tudo!!!

  2. 2 Márcio janeiro 12, 2007 às 3:18 pm

    Quem dera fôssemos todos poetas…

  3. 3 Ana janeiro 18, 2007 às 9:13 pm

    Coragem, coragem para se olhar no espelho! Coragem para viver e dizer! Êta menino corajoso você!

  4. 4 Alice fevereiro 8, 2007 às 3:32 pm

    E daí? Todos seus passos foram tortos. Seus anos também .

    Edu, que coisa mais linda… Adorei o poema. Em especial essa parte. Bela! És belo! Beijos!

  5. 5 marina março 18, 2007 às 12:32 am

    Somos uma difícil unidade,
    de muitos instantes mínimos,
    isso serei eu,
    mil fragmentos somos, em jogo misterioro,
    aproximamo-nos e afastamo-nos, eternamente,
    como me poderão encontrar?
    novos e antigos todos os dias,
    transparentes e opacos,
    segundo o giro de luz,
    nós mesmos nos procuramos.


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