DOR

E se a chuva cair quando você sorrir.
Talvez a vida perca seus mistérios.
Mas se a chuva teimar em molhar
Seu rosto sereno, na madrugada
Quando nossas peles unidas
Nunca mais deixarem de se unir
O sol raiará entre seus olhos e sorriso

Se você quiser, este amor nunca acabará (comigo)
Se você quiser, se você fizer o possível (e o impossível)
Este amor, o nosso amor, será mais que vivo.
Será iluminado e imensamente nosso abrigo.
Seu abrigo.

Mas se a chuva cair e molhar seus cabelos,
durante meus passos mais distraídos.
Serei seu par, por onde você for.
Não me faça chorar, nem me faça mal.
Queira bem, amor meu.

E se o azul ele for, esse tanto,
esse grande
essa imensa flor
Que brotou, germinou, floresceu em meu peito.
Queria bem, amor meu.

Mas se o sol nascer em sua face,
e um arco-íris brotar do seu sorriso,
se a chuva cair, ela que caia.
Faça bem a quem o bem te fez, amor meu.
Queira bem, anjo bom.
Caia como chuva, apareça como sol.
Anjo bom, amor meu.

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4 Responses to “DOR”


  1. 1 Vivian fevereiro 12, 2007 às 11:29 am

    De todos os seus poemas…esse foi o que me deixou mais emocionada…Lindo poema.
    “Se vc quiser, este amor nunca acabará”…

  2. 2 marina março 1, 2007 às 2:48 am

    … me dê coragem
    de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
    todos vazios de tua presença.
    Me dê a coragem de considerar esse vazio
    como uma plenitude
    Faça com que eu seja a tua amante humilde
    entrelaçada ti em êxtase.
    Faça com que eu possa falar
    com este vazio tremendo
    e receba como resposta
    o amor matewrno que nutre e embala
    Faça com que eu tenha coragem de te amar
    sem odiar as tuas ofensas à minha
    alma e ao meu corpo.
    Faça com que minha solidão
    me sirva de companhia
    Faça com que eu saiba me enfrentar.
    Receba em teus braços
    o meu pecado de pensar.

  3. 3 marina março 18, 2007 às 1:03 am

    Eu te quero
    Antes e depois de todos o acontecimentos,
    Na profnda imensidade do vazio
    E a cada lágrima dos meus pensamentos.
    Eu te quero
    Rm todos os ventos que cantam,
    Em todas as sombras que choram,
    Na extensão infinita dos tempos
    Até a região onde os silêncios moram.
    Eu te quero
    Em todas as transformações da vida,
    Em todos os caminhos do medo,
    Na angústia da vontade perdida,
    E na dor que se veste em segredo.
    Eu te quero
    Em tudo que estás presente,
    No olhar dos astros que te alcançam
    Em em tudo que AINDA estás ausente
    Eu te quero
    Desde a criação das águas,
    desde a idéia do fogo
    E antes do primeiro riso e da primeira mágoa.
    Eu te quero PERDIDAMENTE
    Desde a grande nebulosa
    Até depois que o universo cair sobre mim
    Suavemente.

  4. 4 marina março 18, 2007 às 2:02 am

    Do mesmo modo que te abriste à alegria
    abre-te agora ao sofrimento
    que é fruto dela
    e seu avesso ardente.
    Do mesmo modo
    que da alegria foste
    ao fundo
    e te perdeste nela
    e te achaste
    nessa perda
    deixa que a dor se exerça agora,
    sem mentiras
    nem desculpas
    e em tua carne vaporize
    toda ilusão
    que a vida só consome
    o que a alimenta.


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