Indagações

    Ou a ode para perguntas, pensamentos e frases soltas

De que lado uiva o vento?
Em que ponto os paralelos se cruzam no espaço?
De onde vejo os trópicos?
E se eu acho, como posso me perder?
O vento muda a direção. O tempo pára.

Às vezes parece nunca ter fim.

De que forma formam as nuvens?
Quantas vidas vivem sem forma?
Informa que a vida sempre vive. Desinforma.
Quantos sentidos há na rosa dos ventos?
O tempo muda a direção. O vento pára.

O tempo parou tão lento que não deu tempo de te ver passar.

Quanto mar é necessário para ser eterno?
Vida! Vida, noves fora, nada!
Em que lado nasce o sol nas manhãs de chuva?
E o brilho azul do meu terno, segue seco!
Por um instante, cinco vidas em suas lágrimas.

Não olhe em meus olhos sinceros. Tenho medo de ter medo.

Como mede-se força?
E no escuro, como sabemos ocultar a dor?
Como saberei ouvir seus passos?
Se na boca do caos eu me mato.
Viva, brilha estrela cadente do outono!

Gota d’água a abrandar a terra nas tardes de verão.

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7 Responses to “Indagações”


  1. 1 Fani janeiro 29, 2008 às 2:19 am

    o tempo não pára, Edu.
    fazer indagações faz bem. 😀
    beijos.

  2. 2 poetriz janeiro 29, 2008 às 10:38 pm

    Melhor que perguntas é encontrar as respostas…

    Eu sei a resposta pra duas das suas indagações:
    “Em que ponto os paralelos se cruzam no espaço?”
    Nunca.

    “E no escuro, como sabemos ocultar a dor?”
    Não sabemos. O escuro nos protege e nos esconde.

    Bjs!

  3. 3 Sandra Leite janeiro 31, 2008 às 4:28 am

    Oi Edu,

    Sou amiga da Flavinha (aí de cima) e da Cris (Usina)…eu já tinha te “encontrado” no POETRIZ. Amei seu poema, sabe aquele amor visceral? 😉
    E sou estranha: adoro perguntas…Talvez deveria ter feito jornalismo, talvez…mas a riqueza que ainda encontro na vida é a busca pela pergunta certa.
    Ela existe?
    beijos

    PS:lembrei da música da Paula Toller

    Por que você é Flamengo
    E meu pai Botafogo
    O que significa
    “Impávido Colosso”?
    Por que os ossos doem
    Enquanto a gente dorme
    Por que os dentes caem
    Por onde os filhos saem

    Por que os dedos murcham
    Quando estou no banho
    Por que as ruas enchem
    Quando está chovendo
    Quanto é mil trilhões
    Vezes infinito
    Quem é Jesus Cristo
    Onde estão meus primos

    Por que o fogo queima
    Por que a lua é branca
    Por que a Terra roda
    Por que deitar agora
    Por que as cobras matam
    Por que o vidro embaça
    Por que você se pinta
    Por que o tempo passa

    Por que que a gente espirra
    Por que as unhas crescem
    Por que o sangue corre
    Por que que a gente morre
    Do qué é feita a nuvem
    Do qué é feita a neve
    Como é que se escreve
    Reveillón

  4. 4 pirilampia janeiro 31, 2008 às 3:19 pm

    descobri seu blog através do orkut, adorei. vou voltar sempre e colocar o link no meu blog. este indagações, o primeiro que li, e especial para mim neste momento, e ravine – o ultimo postado! parabens pelas palavras! 😉

  5. 5 Sandra Leite fevereiro 1, 2008 às 11:18 pm

    Edu, (morrendo de vergonha)

    Deixa eu colocar essa poesia sua no Isso é Bossa Nova?
    Eu amei, adoro perguntas , reflexões que podem me levar a tudo e a nada.
    Mas gosto de faze-las 🙂
    Posso, moço? 😉

  6. 6 Exêntrica fevereiro 3, 2008 às 11:46 pm

    “Não olhe em meus olhos sinceros. Tenho medo de ter medo.”
    Completei sem querer à sua prosa a seguinte frase: “De desvelar meu próprio segredo”

  7. 7 Elenice junho 19, 2011 às 11:02 pm

    Posso escrever seu poema Indagações no meu TCC?

    Elenice


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