Arquivo de fevereiro \26\UTC 2008

Montanha-Russa

Eu volto ao passado. Passado, este, que não passou, ecoa em minha mente, e varre as ruas desertas dos labirintos, infindos, que criou. Eu vago pela solidão do quarto, vago pelas calçadas cheias de rostos desconhecidos, pedindo passagem, pedindo abrigo, pedindo abraços, sorrisos, lágrimas. Perdidos. Esta gente que nasceu para pedir, ou perder-se entre tantos rostos carentes de abrigo e proteção.

Eu volto ao passado, não nas tardes mágicas e bucólicas, que guardo na memória com carinho, e, ao acaso, num sábado à tarde ou numa segunda chuvosa, recordo com ar de melancolia. Não, volto ao passado sombrio, das dores e culpas que martelam minha paz roubada. Volto ao passado, sem esperanças de futuro ou planos para o presente.

E por que você me atordoa?

Por que tenta roubar meus passos?

Por que, volta e meia, volta? E volta como se nada tivesse acontecido. Volta como quem volta para casa após um dia de trabalho árduo. Volta como se nunca tivesse partido. Ou quem tivesse comprado pão na padaria da esquina, com o jornal debaixo do braço, assobiando uma velha canção. A nossa canção.

Mas, o que mais me tira o juízo, se é que um dia eu tive algum, é sua partida. Por que parte? Ainda mais quando diz que sou seu tudo. Por que me parte em dois, três, mil, um milhão, às vezes ao meio. Por que me prende em suas palavras amargas, amortecidas pela doçura de sua voz cheia de segundas, terceiras, milésimas intenções. Por que me prende nesta montanha-russa, entre curvas, decidas e subidas intermináveis? Por que insiste em me fazer sofrer no momento em que quase sorria?

Às vezes esqueço que um dia carregava alegria no peito. Toda as minhas auto-imagem, que tenho registrada em algum lugar da memória, não consigo visualizar algum sorriso nem expressão alguma de alegria. Tenho me tornado cinza, e, pior que isso, incrédulo. Não acredito mais nem na metade dos meus sonhos antigos, não crio novos planos. Não confio em mais ninguém. Caminho sobre os dias, não sei que data é hoje. E, de verdade, pouco me importa saber. Não leio mais os jornais, não perco meu tempo assistindo tevê, tenho lido pouco, ir ao cinema, jamais. Perdi-me entre algo que não sei. Mas, afirmo, me perdi, provavelmente em algum ponto entre o que acredita ser felicidade e a descoberta cruel da vida. Não, não estou entregando os pontos, não, isso nunca. Estou em uma queda livre, em algum mergulho desta montanha-russa, e com muito prazer em cair. Quero sentir cada segundo desta viagem. Quero apreciar cada momento desta hecatombe. Depois, quero emergir, não com orgulho, nem triunfante, mas como sempre insurgi nos momentos mais difíceis. Quero ver seu sorriso, seus olhos e o pulsar de seu coração ao me ver ressurgir, e desta vez, para sempre.

Enquanto ando em sua armadilha, divirta-se.
Que o paraíso seja leve.

Em sono profundo

Acordava do sono profundo. Profundo, intenso, vivo, vivido…. Vivia entre cantos, aos prantos, entre pratas e cinzas. Cafés… Bebidas… Comia pouco. Quase nada. Quase nada se transformara nos dias que passavam. Passavam como horas perdidas das agonias mais delirantes… Sonho. Sempre sonhara. Voava em bandos, sozinho, em lugares que nunca fora. Foi, até certo ponto, de lá nunca mais voltou.

Acordava do sono profundo. Duas e trinta piscava no rádio-relógio. Duas e trinta. Que dia era hoje? Que dia? Dia? Acordava do sono profundo com os olhos mareados da noite anterior. Noite? Na língua o gosto azedo do excesso de álcool e café. Escondia-se de si mesmo. Envergonhava-se ao se ver no espelho. Refletido, do outro lado, o que ele mais odiara: Ele mesmo.

Despertava do sono profundo.

Nos sonhos mais delirantes, ele a via bela, a dançar pelas avenidas cheias de gente, flor vermelha na orelha, a desafiar os olhares confusos de quem passava. Passavam as horas, os dias, as datas amareladas dos calendários gregos, romanos, judeus…. Passavam décadas, milênios, toda a existência da Terra olhando aqueles olhos envidraçados de perfeita cor, seu corpo bailando pelos ares, ventos em seus cabelos, a flor enfeitando seu rosto angelical. Nestes dias, acordava como quem não dormiu. Acordava recheado de melancolia e saudade. Saudade do futuro.

O futuro lhe trazia retrocesso. Não sabia explicar, mas vivia em labirintos tortos. Andava em círculos por caminhos já trilhados. O futuro lhe guardava o passado. Passado, este, que nunca vivera. Viu, de relance, nos sonhos, ou nos livros, ou no cinema, ou em música, ou nos jornais, ou no teatro, ou na própria imaginação… Viu seu futuro impresso em papiros. Folhas amarelas desfeitas pela ação do tempo. O passado mirava o futuro. Pelo decorrer dos séculos passados, observou tudo que viveria depois da eternidade. Os dias eram contados pelas linhas que adornavam suas mãos.

Saudade sufocava sua vista.

Poética

Não te protejas atrás de verdes vales.
Nem de verdejantes famas. Não!
Abriga-te em valentes pares.
E abrangentes lares.

Não te escondas entre vagarosos passos.
Tampouco em perdidas escolhas.
Mostre-se ao mundo,
o que abrigas escondido dentro do peito.

Não espere de outros pastos seu abrigo.
Nem de outras forças sua fortaleza.
Esqueça-te de esquecer do tempo. Bobagens!
Preocupe-se, apenas, em ser o que nasceu para ser.

Mas, se mesmo assim, pensar em esconder-se.
Esconda-te dentro de ti mesmo.
Ou dentro de quem te escolheu para fazer de tua metade,
um abrigo para o seu todo.

Mostre-se, não por ser necessário.
Ou para ser notado.
Apenas mostre-se para não sufocar o oprimido.
Coração pulsante que queima em seu peito.

Não te escondas em verdes vales.
Valha-te de tamanha proporção de seus gestos.
Tema apenas ter medo.
E siga, sem rumo, seus dias em harmoniosas alegrias descontentes.

O sol seguinte

Às vezes, quando remontamos o passado em nossas cabeças, escolhemos os fatos que nos remetem ao tempo áureo, coberto com o verde das datas amarelas pela ação dos anos. O tempo, velho camarada, nos ajuda a recriar uma terceira realidade, fantasiando o que realmente teria ocorido. Não que nada daquilo tenha ocorrido, mas muitos fatos são, de fato, remontagens e fantasias de como desejavámos que tive sido. Quem sabe, até mesmo, realmente aconteceu.

Destas datas que o tempo cobre com o sabor e a textura da melancolia. Essa, com toda certeza, remeterá ao tempo infindo dos passos indecisos. Tempo. Tempo. Tempo.

Quanto tempo olhando para o relógio pendurado na parede da sala, relembrando ou quem sabe, tentando remontar cada frase. Em um labirinto típico de Borges, tento fugir dos seus passos, do seu charme, do seu enigma. E, como preso em seus passos, charme e enigma, sinto-me atraído ao labirinto borgiano sem ao menos pensar na possibilidade de sair. Fico preso, ao redor dos astros que te mantém suspensa no espaço existente entre meus distraídos dias e suas mais malucas tormentas. Tempo.

Eram dias especiais. Sei disso, pois, realmente podia sentir que algo mudaria para sempre. E mudou. Mudamos todos, mudamos tudo. Tudo de lugar. Onde deveria estar a razão, deu vazão ao sentimento. No lugar do sentimento, tudo se transformou em uma coisa só. Água, terra, fogo, ar, condensados em mim, em mil, em milhões de partes em mim, em ti, em todo o mundo. E o mundo, neste instante, sentiu que a eternidade era apenas um passo, um desvio do caminho quando sabe aonde quer chegar. E sabíamos.

Ela sorriu.
Ele sorriu
Os dois se viram amparado um ao outro, desde sempre, desde antes do sempre existir.
Ela se viu nele.
Ele se viu nela.

Os dois se viram refletidos a um espelho sem vidro. Era apenas um arco, um círculo, uma redoma. Era só aro, e viram um ao outro. E viam, no outro, a metade que tanto procuravam. Ou, quem sabe, nunca procuraram. Mas ao se verem, metade do outro em um, metade de um em outro, entenderam toda a busca inútil que realizaram. Era impossível ser diferente. Era impossível serem dois sem que se transmutassem em um. Um no outro.

Ela sorriu.
Ele percebeu que aquele sorriso, na verdade, era o sorriso dele.
Ela via nele o sorriso que não tinha.
Ele era amparado pelas lágrimas que ela chorava ao vê-lo.

Não entendiam que as dores do passado eram alguma forma de cura para todo mal que passaram, e agora, juntos, poderiam sorri, e chorar, e viver, e sonhar, e sonhar, e sonhar sem fim. Afinal, a vida dos dois era como um conto de fadas, fadada a ser feliz desde o instante que se reconheceram como a metade do outro.

Ele entrou na história no instante que ela disse oi.
Ela disse oi para que ele entrasse na história.
Ele morrera tantas vezes, mas agora queria ressuscitar todas as vezes que morrera.
Ela nasceu para ele, só agora compreendia sua jornada.

No rádio tocava: “Não se afobe, não. Que nada é para já. O amor não tem pressa. Ele sabe esperar”. Mas desligou de repente. Como uma espécie de aviso, de desalento do destino, anunciando em cinco mil alto-falantes que a vida era mesmo um eterno encontro e desencontro. Logo agora que se encontraram, desencontravam-se… e por tanto tempo.

– Vou sentir sua falta ao ponto de se tornar dor, a dor se tornará lágrima, a lágrima saudade, a saudade uma vazio que me consumirá ao ponto de perder a fé, duvidar de Deus, desacreditar no amor, oscilar entre destino e embriagues, esquecer seu rosto, esquecer seu perfume, seu gosto, sua cor, tudo… tudo que me trouxe paz.

– Eu te amarei, mesmo no vazio da noite, mesmo no vazio do copo, mesmo no vazio da vida, mesmo no vazio da alma que sentirei por não te ver sorrir. Seu sorriso vai aos poucos se desfazendo da minha memória. Minha memória vai tentar remontar seu rosto, seu gosto, tudo.

– Vou procurar em outros braços seus abraços, outros rostos seu carinho, outros carinhos o seu rosto, outras rotas seus caminhos, outros caminhos sua volta.

– Vou pensar em ti com tanta força, que a sentirei ao meu lado, mesmo nas noites de chuva ou nas rodas com amigos. Vou esquecer seus abraços, seu rosto, seu nome, mas antes vou chorar nos braços de amigos, nos braços de familiares, sozinho, antes de dormir, na hora de acordar. Pensarei em você com tanta força, que aos poucos será parte minha pensar em você.

– Caminharei nas ruas a sua procura. Talvez acharei alguém os olhos parecidos com os seus. Quem sabe, a boca, ou corte de cabelo, ou a barba por fazer, ou o formato do rosto semelhante ao seu. Com sorte, quem sabe, eu ache alguém que me lembrará você, mesmo quando a memória nem mais saber como é.

– Sentirei seu cheiro de longe, e sempre que olhar uma rosa pensarei que estarei ao seu lado. Quando olhar para as estrelas, pensarei que estará olhando também. Isso me trará conforto temporário. Vou fazer planos que nunca se realizarão. Vou deixar de sentir coisas que nunca mais poderei sentir. Vou pensar que fui culpado. Vou culpar você. Vou desistir de tudo. Vou recomeçar tudo outra vez.

– Ouvirei sua voz me chamando, vou dizer seu nome baixinho três vezes antes de dormir. Pedirei ao meu anjo da guarda para te guiar, para sonhar com você. E sonharei sempre.

-Vou ouvir três tiros queimando-me a carne sempre que ouvir seu nome. Nesse instante irei reconhecer que a vida é um risco e que devo seguir em frente. Três passos depois, lembrarei de tudo que vivemos até o dia que se foi. Vou chorar. Vou pensar em tudo, em nós, vou te esquecer, e tentarei esquecer, mas três passos depois lembrarei que tudo que somos é algo que sempre esteve em mim. Eu sou você.

– Irei chorar ao ouvir Milton Nascimento por você. Vou chorar ao ouvir Chico Buarque por você. Vou chorar quando lembrar de Minas, quando lembrar de tudo que me lembra você. E sei que estará livre para correr em campos verdes, como foram verdes nossos dias.

– Vou escrever poemas, depois rasgá-los. Vou escrever seu nome, depois chorar. Esperarei seu telefonema durante o dia todo. Dormirei tarde, olhando para o telefone que não toca. Vou escrever milhões de cartas e e-mails, não mandarei nenhum. Vou queimar algumas fotos, cartas e bilhetes que me deu. Depois vou me arrepender.

– Vou te esperar.

– Vou te esperar.

– Vou ouvir muito alto nossas músicas e pensar em voltar para o local que nunca deveria ter saído.

– Vou pensar que está perto sempre que ouvir nossas músicas.

– Esquecerei sua voz.

– Sua voz ecoará em minha mente a cada segundo.

– Eu te amo.

– Eu te amo.

– Escreverei um diário para lembrar de cada dia longe de ti. Vamos rir de tudo quando essa agonia acabar.

– Escreverei milhões de poemas. Vamos ler quando voltar.

– Não quero nunca mais partir sem você.

– Sei que é necessário, mas por egoísmo meu, não quero que vá.

– Voltarei em breve.

– Sobreviverei.

– Espere-me

– Espero mil anos se assim for necessário

– Espero que seja menos. – Riu.

Ela foi embora no momento exato que tocava “Meu corpo é um instrumento. Eu sopro aos sete ventos. Pra você me escutar. Pra você me ver. Pra me ouvir falar disso tudo…”

Dobrou a esquina, dobrou a vida, dobrou o destino. Caminharam por lados oposto. Um dia a música os unirá novamente. Enquanto isso, a estes dois, apenas os olhos cansados e a memória seletiva esverdeada que caberá a cada um.

Das velhas folhas amareladas pelo tempo, apenas uma data remete ele: 09 de dezembro. Apenas uma data a remete: 01 de março.

Ouve-se cinco tiros quando chega estes dias. Renascem no nascer do sol seguinte.

Dias sem paz

Caminhei desertos, amores.
Em vales, rochedos, breu.
Caminhei em verdes planícies,
impopuláveis.
Chorei em tempestades, alma, corpo.
Terremotos.
Eram dias sem paz.
Olhava ao redor, saudades em mares.

Fecho os olhos. Saudade!

Algo sem conserto se quebrou dentro de mim desde o dia em que você partiu. Neste instante, parti-me em vários, em tão pequenos e míseros pedaços, que não consigo mais juntá-los. E, talvez, se juntasse, sei que não ficariam perfeitos. Imperfeitos, sempre fomos, ainda mais em nossas conversas labirintuosas. Lutávamos para nos manter neste estado. Imperfeitos sempre foram meus verbos prediletos. Mas as imperfeições de nossos dias conduziam à nossa solidão. Deito-me, sobre o mundo, e percebo que sua falta corta algo puro dentro de mim. Cadê você, cadê tudo? Tudo que me importa, neste instante, encontra-se distante.

Distante de tudo que nunca fui ou pude ser. Eterno. Gigante. Miro-me ao espelho, refletido a sombra do que um dia fui, ou, inutilmente, tentei ser. Passos que passam ao descaso. Cansaço. Ao acaso, desperto, com sono profundo, do profundo abismo abaixo dos meus pés.

Saudade tem gosto de céu. Às vezes, gosto de amora, outrora gosto amargo de arrependimento. A vida fluía, como fluirará sempre. Às vezes, o esquecer da cor dos teus olhos é tão natural que não imagino em qual tonalidade pintaria tuas retinas. Outras vezes, te esquecer é como esquecer a mim, ou uma memória de infância que nunca deveria ser esquecida. Mas, por acaso, ou por descaso, evaporam de nossas mentes. Esquecer-te é esquecer-me.

Existe o mar e existe a lua. Não sei ao certo se você ainda vem, mas sei, com exatidão, o movimento transmutatório de seus passos em minha vida. Regido pela vastidão dos séculos que nos separam, seguia, acidentalmente, pelas horas mortas da saudade. Miro meus olhos cansados ao espelho, refletido, em alto-relevo e ainda fresca na memória, sua imagem transcendental repetia à exatidão dos meus mais distraídos momentos de falta de fé. Agarro-me ao terço, sem saber rezar, converso com quem chamam de Deus. Choro. Desespero. Lanço-me ao mar infundo dos poemas mortos de amor. Perguntas voltam à mente: Cadê você? Cadê o que mais me importa neste instante? Cadê minha paz roubada no instante de sua partida?

Esqueço as datas amareladas das recordações mais remotas. Olho em volta a mais perfeita paz, instante após, tudo está de pernas para o ar. O que antes era paz e calmaria deu lugar à imensa sombra. Saudade perde o seu significado mais profundo quando penso em você. Fechos os olhos, saudade! Com a camiseta molhada de lágrimas e o coração na boca, berro seu nome. VOLTA. A paz, que sumira, voltou embriagada pelo calor da sua marca. Temporariamente terei paz. Segundos depois, todos os sentimentos se misturam em um único sentido. O pulsar acelerado do meu coração perde o compasso, me pego, distraído, a pensar em você.

Volta. Volte logo. Volte já. Mas venha com a certeza que uma vida seria pouco para acabar com a saudade que, os cinco bilhões de anos que nos separam, trouxe em meu peito cansado de chorar.

Frases, pensamentos soltos e uma pontinha de dor

Uma pessoa pode amar uma pessoa que não existe? Ou o amor é exatamente isso, amamos virtualmente e projetamos tudo que nos falta em alguém, a partir daí, vamos moldando nossa metade em outra metade?

Como reconstruir os cacos que nos moldam? Será que nossa vida deveria ser feita como um grande mosaico, juntando pedacinhos de pedras sem formas, formando belas imagens? Como pintaria minha vida, se assim pudesse? Quais cores usaria? A fase azul de Portinari, os traços de Miró, as cores de Tarsila do Amaral, os pontos difusos de Guignard?

Como funciona o mecanismo do amor? Dois mais dois ou dois para lá, dois para cá? É metafísico ou é altamente químico? Existe medida? Como duas almas diferentes se encontram em meio ao caos que vivemos? E, o mais ilógico, como almas diferentes convivem superando egoísmos e caprichos, cada vez mais, dos seres humanos que têm se tornado egoístas em demasia.

Uma pessoa pode amar alguém que nunca viu? Ou o amor é algo maior que os cinco sentidos? Acreditar no amor, nos tempos atuais, é uma fraqueza? E os fortes, quais forças têm? O que é alguém forte? Por que banalizamos tudo que era realmente importante?

Vejo, muitas vezes, bolas de sabão pelo ar. Piso, quase sempre, em nuvens. Como caminhar com os pés no chão, ainda mais eu, que sempre tive a cabeça no mundo da lua. Eu, que sempre tive tantas perguntas, me calei quando percebi a resposta.


fevereiro 2008
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