Frases, pensamentos soltos e uma pontinha de dor

Uma pessoa pode amar uma pessoa que não existe? Ou o amor é exatamente isso, amamos virtualmente e projetamos tudo que nos falta em alguém, a partir daí, vamos moldando nossa metade em outra metade?

Como reconstruir os cacos que nos moldam? Será que nossa vida deveria ser feita como um grande mosaico, juntando pedacinhos de pedras sem formas, formando belas imagens? Como pintaria minha vida, se assim pudesse? Quais cores usaria? A fase azul de Portinari, os traços de Miró, as cores de Tarsila do Amaral, os pontos difusos de Guignard?

Como funciona o mecanismo do amor? Dois mais dois ou dois para lá, dois para cá? É metafísico ou é altamente químico? Existe medida? Como duas almas diferentes se encontram em meio ao caos que vivemos? E, o mais ilógico, como almas diferentes convivem superando egoísmos e caprichos, cada vez mais, dos seres humanos que têm se tornado egoístas em demasia.

Uma pessoa pode amar alguém que nunca viu? Ou o amor é algo maior que os cinco sentidos? Acreditar no amor, nos tempos atuais, é uma fraqueza? E os fortes, quais forças têm? O que é alguém forte? Por que banalizamos tudo que era realmente importante?

Vejo, muitas vezes, bolas de sabão pelo ar. Piso, quase sempre, em nuvens. Como caminhar com os pés no chão, ainda mais eu, que sempre tive a cabeça no mundo da lua. Eu, que sempre tive tantas perguntas, me calei quando percebi a resposta.

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7 Responses to “Frases, pensamentos soltos e uma pontinha de dor”


  1. 1 poetriz fevereiro 4, 2008 às 11:51 am

    Eu acho que podemos amar alguém que não existe. Eu amei! Tirando as convenções do amar alguém real que imaginamos que seja de outro jeito, portanto não existe, eu amei um personagem. Patético não? Mas amei, juro!
    Primeiro foi um Certo Capitão Rodrigo, depois foram tantos que perdi as contas. Mas o ápice da loucura foi amar um personagem de rpg. Amei de verdade, porque minha personagem o amava. E eu me realizava nela. E achava a pessoa por trás do personagem dele, tão comum, tão diferente do personagem e não me atraía em nada.
    Eu tenho essa mania horrível de me apaixonar toda hora. Mas acho que o amor é diferente, o amor é mais trabalho, mais demorado, mais convivido, mais saboreado.
    No fim, acho que o grande mal nosso é a carência que faz a gente se entregar desesperadamente ao primeiro sinal de alguém que pode acabar com ela.
    Mas se vc tem outra resposta, me conte! Porque eu ainda tenho muitas perguntas…

    Bjs!

  2. 2 Edu fevereiro 5, 2008 às 12:33 am

    Quem nunca amou um alguém imaginário. Lembro que minha primeira paixãozinha foi a professora do pré. Eu era tão tímido – ainda sou -, na formatura ela falou com aluno por aluno. Na foto oficial, posou ao lado de todos, quase que burocraticamente. Sempre fui o mais aplicado da classe. Ela, sei lá porquê, na hora da foto deu-me um beijo na bochecha. Eu fiquei encabulado demais. Nunca esqueço aquele dia, pois foi o início das minhas decepções amorosas, risos. Tive tantas.
    Depois foi a Luana. Eu tinha uns 6 anos, éramos os melhores amigos. Ela diz hoje em dia que fui o primeiro namorado dela. Olha só?
    A última ainda me machuca. Dois anos, mas ainda dói na carne.
    Real? Imaginário? Utópico? Sei lá!

    A vida segue.

  3. 3 poetriz fevereiro 5, 2008 às 2:03 pm

    É como eu digo… a gente não aceita perder. A dor da frustração é grande. Não admitimos que perdemos tempo, principalmente imaginando que talvez dessa vez fosse diferente.

    Mas é como vc disse… a vida segue.
    E segue mesmo. Uma hora aparece outra paixãozinha que talvez seja no futuro outra nova decepção. Tá, pessimista, mas vamos pensar em todas as possibilidades né? Não dá pra garantir que a próxima é a certa.

    O importante, é não ter medo de errar novamente, porque numa hora dessas, você acaba acertando!

    Bjs!

  4. 4 marina fevereiro 10, 2008 às 3:21 am

    Apaixonante, palavras mágicas, combinações repletas de sensibilidade

  5. 5 Erika Azevedo fevereiro 16, 2008 às 8:01 pm

    Pergunta: O que é fácil e o que é difícil? Resposta: Formular perguntas como esta é fácil; respondê-las é difícil.
    Georg Lichtenberg

    Já me fiz tantas perguntas a respeito de tantas coisas e ainda mais em relação ao amor.
    E qdo penso me veio outra pergunta.

    Pq só procuramos entender o amor qdo ele se vai?
    acho complicado queremos “logicalizar” o sentido doamor, até pq não há logica suficiente pra designar um sentido..um sentimento. Explicar o amor é coloc-lo em outro campo , no dá razão…mas qdo ele se vai, não o amo mas o(a) amado(a) tentar racionalizá-lo seria uma forma de esquecimento?Entender para esquecer…pq enqto tentan-se entender certas coisas , deixa-se tb de vivê-las e como dizia a Lispector…Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento…mas eu entendo-te pq tb me v no teu texto, por já ter vivido uma paixão assim, virtual,por uma pessa imaginaria ou não..ou sei lá o q , a unica certeza que eu tinha era q a paixão sim era real…mas uma coisa ainda te digo…o tempo passou, a paixão tb, mas as perguntas ficaram…e a vida, essa ainda me é a maior de todas as interrogações.

    … E no dia q acharmos as resposta virá a vida e mudará todas as perguntas…

    Abraço forte de quem como vc procura entender os sentidos das coisas.

    Erika

  6. 6 erika Azevedo fevereiro 17, 2008 às 12:58 am

    “As perguntas são como quartos trancados e como livros escritos em língua estrangeira.Não procure respostas que não podem ser dadas porque não seria capaz de vivê-las. E a questão é viver tudo. Viva as perguntas agora.
    Talvez assim, gradualmente, você sem perceber, viverá a resposta num dia distante”
    Rainer Maria Rilke

  7. 7 Elisa* maio 21, 2008 às 7:08 pm

    bem tbm vivi uma paixão na minha imaginaçao,
    e mergulhei fundo num personagem q só existia na minha cabeça pq na realidade ele era bem diferente cheguei
    a acreditar em certas palavras ditas + não passaro de simples palavras,planos foram feitos não passaro de juras ditas pela emoção,e aí fkou a dor da decepçao essa dor q parece q não vai passar a dor da alma akela q não cura assim
    da noite pro dia uma ferida aberta cheguei acha q não suportaria, + essa perda depois de ter mergulhado fundo nessa paixão como se fosse encontra algo presioso no fundo do mar, + enfim passou e apreendir muito e sei q nda acontece por acaso só foi mais uma frustração pra minha coleção, onde apreendir muito pois esse é o verdadeiro sentido dá vida mergulhar fundo naquilo q acredita nem q depois se arrependa + o importante e q emoções eu vivi,e uma grande lição me restou…


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