Poética

Não te protejas atrás de verdes vales.
Nem de verdejantes famas. Não!
Abriga-te em valentes pares.
E abrangentes lares.

Não te escondas entre vagarosos passos.
Tampouco em perdidas escolhas.
Mostre-se ao mundo,
o que abrigas escondido dentro do peito.

Não espere de outros pastos seu abrigo.
Nem de outras forças sua fortaleza.
Esqueça-te de esquecer do tempo. Bobagens!
Preocupe-se, apenas, em ser o que nasceu para ser.

Mas, se mesmo assim, pensar em esconder-se.
Esconda-te dentro de ti mesmo.
Ou dentro de quem te escolheu para fazer de tua metade,
um abrigo para o seu todo.

Mostre-se, não por ser necessário.
Ou para ser notado.
Apenas mostre-se para não sufocar o oprimido.
Coração pulsante que queima em seu peito.

Não te escondas em verdes vales.
Valha-te de tamanha proporção de seus gestos.
Tema apenas ter medo.
E siga, sem rumo, seus dias em harmoniosas alegrias descontentes.

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1 Response to “Poética”


  1. 1 poetriz fevereiro 23, 2008 às 1:33 am

    É… mas “quando eu resolvi ser eu mesma, acabei sozinha.”
    (C.Lispector)


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