Céu azul!

De repente, estava você do outro lado. Nossos medos misturados em um único sentimento. Você sorriu. Tentei fugir, como sempre fujo. Desta vez, porém, estático, não consegui sair do rumo de suas retinas. O tempo, sempre nosso inimigo, agora fez-se aliado. Em poucos instantes reconhecemos-nos. Éramos nós, como sempre fomos. Em todo os cinco bilhões de anos que estivemos separados, segundo algum duvidamos que éramos nós.

“Onde estave o tempo todo?” Perguntei ainda sem jeito.
“Esta em ti. Sempre estive. Você não percebeu?” Respondeu-me de forma angelical.

Nossos destinos cruzados nos desencontros rotineiros da vida, caminhavam na mesma direção. Cegos ou medrosos fingíamos não ver a junção das nossas almas, que se separaram ainda na formação para, no plano físico, unirem-se. Deste instante, por toda a vastidão da eternidade.

Flores enfeitavam nosso caminhar. O caminho iluminado pelo brilho radiante de nossos sentimentos, fez que a vida fosse algo mágico. Lágrimas rolavam em nossas faces. Choro bom, choro de euforia, alegria. Pequenas gotas de amor cristalizadas em nossos olhos. Olhos, estes, que sem a outra metade não teria razão alguma para enxergar.

Tateávamos no escuro nossos rostos, conhecíamos de cor cada detalhe. Esculpida sem seus sorrisos compreendia a perfeição que vivíamos. A cada instante, sentiamos algo gigantesco crescendo dentro de nós. Uma enorme esfera azul. Desde então, o universo parou de expandir, chegando a reduzir de tamanho, apenas para contemplar de perto o nosso amor em vasta dilatação.

Estrelas, confusas, colidiam-se, atraídas pela gravidade que girava em torno do nosso amor. Fragmentos de brilhos solares, oriundos de outras constelações, iluminavam o efervescente bradar de nossas palavras puras e sinceras. “Eu te amo”, saia de nossos corações diretamente ao coração do outro. As vozes, nestas ocasiões, eram desnecessárias. Enquanto vivíamos nossos sonhos, a vida, caprichosamente, aponta nosso destino a paraísos nunca dantes vistos por nossas retinas maravilhadas de tanta paz.

Pela calmaria que seus olhos transmitiam, via em cenas coloridas o nosso futuro. Uma onda de paz invadia meu peito de forma tão abismal fazendo-me esquecer que um dia não fora assim. Girava em torno de sua gravidade, atraído pelo magnetismo natural de suas mais delicadas demonstrações de carinho, e, por toda a eternidade, vaguei em órbitas decididas, seguindo as trilhas postas por ti em meu caminhar.

Seu sorriso iluminada o breu de toda a galáxia. “Sorrio por ti e para ti”, meu coração parou por uma eternidade ao ouvir esta frase, meu corpo arrepiou, a garganta secou, suor frio tomou conta de minhas mãos. Trêmulo e em torpor, pude ouvir você dizer: “Eu te amo”. Neste instante, ganhei vida eterna. E por toda minha vida tento fazer-te feliz, sentir o mesmo prazer de existir apenas por e para ser amado por ti.

Há dias que o cinza encobre o céu, nestas datas o brilho do seu olhar dissipa as mais negras nuvens.

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1 Response to “Céu azul!”


  1. 1 Márcio novembro 17, 2008 às 12:55 am

    Ainda diz que precisa de mais cerveja…
    Precisa nada, está tudo aí.


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