Solidão nuclear

Rotas incertas e incompletas voltas,
em remotos começos sem fim:
a cada hora, uma nova história.
Tímidos devaneios da alma em ebulição.

Extremos sempre cicatrizaram meus dias.
Passos em direção ao precipício,
calmarias em dias tropicais:
inverno e pôr-do-sol ao amanhecer.

Sigo por trajetos não traçados,
em aventuras não vividas.
Recomeço e fim que se encontram
no escuro abstrato das palavras.

Luta vã a minha, tecer em versos
os horizontes perdidos do amor.
Chaga tatuada no espírito,
tempestade e calmaria que não cessam.

A paz próxima e distante ao olhar.
Peito aberto para engolir o mundo.
Imaginário e real em polos opostos
em luzes apagadas da solidão nuclear.

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3 Responses to “Solidão nuclear”


  1. 1 Márcio janeiro 16, 2009 às 10:05 pm

    Belo poema. Invejo essa sua habilidade

  2. 3 grazi maio 23, 2009 às 3:14 am

    Voltando a comentar por aqui!
    Voce escreve mto mto mto bem!
    adorei o poema!
    sucesso sempre!!!!
    beijos


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