Estranhos conflitos

Da janela encoberta vejo o mundo pelos seus olhos castanhos.
Conflitos, estranhos!
Sobre corpos e trilhos, bandeiras e trapos, reflito sobre os dias.
Restos de palavras deixadas sobre a mesa ao amanhecer.
Quase que contente a maioria segue em vão.
Desconcerto, desconsoante.
Infindo, caminho sozinho sob o sol do arpoador rumo ao precipício.

Desta janela a qual me fecho e tento ver o mundo.
Teimosamente busco descrever com palavras rotas, apagadas.
E caprichosamente para seus caminhos ao destino.
Rascunhos de vidas rabiscadas em cantos de papel.

Desta janela vejo o resto deste mundo caótico.
Pequenas fendas feitas de promessas e verdades vazias.
Santíssimo espírito. Vitória!
Meias verdades, mero acaso.

E esse berro preso na garganta e que tanta mágoa traz ao coração ainda ferido?
Tal qual a falta de coragem a enferrujar meus passos tardios?
Talvez seja um mar de insegurança sem enxergar além de um palmo?
Ou personificação de um ser mitológico perdido, esquecido?
Por que perco tanto tempo em tentar saber quem sou? Seja, e nada mais.

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